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Encontro debate meios para evitar escassez de água nos municípios

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Priscilla Aguiar 11/11/2012

Especialistas se reuniram no município para encontrar uma solução contra a falta de água que aflige vários bairros da cidade e da região metropolitana

 

Como diminuir os impactos ambientais na Baía de Guanabara e evitar a escassez de recursos hídricos em alguns municípios do entorno da Baía, incluindo Niterói e São Gonçalo? Essas são duas das principais preocupações de representantes de Agendas 21 locais e do Subcomitê Leste Baía de Guanabara, que estão se reunindo a fim de encontrar soluções para problemas ambientais que atingem os municípios do Leste Fluminense.

Nesta semana foi realizado o segundo encontro das equipes, na sede do Instituto Baía de Guanabara (IBG), no horto do Fonseca, em Niterói. Participaram do evento representantes das Agendas 21 de seis municípios: Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Magé e Guapimirim, além de representantes do IBG e da ONG Guardiões do Mar de São Gonçalo.

De acordo com a presidente do IBG, Dora Hees de Negreiros a ideia é propor medidas baseadas nos programas das Agendas 21 locais e do Comitê de Bacias Hidrográficas. 

“A intenção é somar forças e integrar as duas ações, porque todos nós temos um objetivo em comum que é a diminuição dos impactos ambientais. As Agendas 21 são importantes porque elas não tratam apenas do meio ambiente, mas da saúde, educação, até porque esses problemas estão interligados. Os maiores problemas da Baía de Guanabara hoje são o esgoto e o lixo domiciliar. O Rio de janeiro, e o país como um todo, ainda está muito atrasado em saneamento básico. O lixo domiciliar, porém, é uma questão de educação ambiental, e a água estando suja, afeta diretamente a saúde”, explica, ressaltando a importância de uma ação conjunta.

“A nossa maior dificuldade é que as bacias não sabem, por exemplo, quando termina Niterói e começa São Gonçalo, e as Agendas 21 locais são separadas por município. Ainda estamos no início, ainda não temos nenhum projeto, mas já consolidamos essa ideia, de que podemos trabalhar juntos”, acrescenta. 

Para Dora a solução para diminuir os impactos na Baía de Guanabara e evitar a falta d’água em municípios do entorno é a criação de programas e campanhas de educação ambiental.  

“A pessoa que é muito pobre não tem a preocupação de dar uma destinação correta ao seu lixo e ele acaba caindo direto na baía, então esse problema está diretamente ligado à qualidade de vida e educação ambiental. Em relação ao problema da escassez, o governo do estado está querendo construir uma barragem em um dos afluentes do rio Macacu, que abastece Niterói, São Gonçalo e outras cidades, mas essa medida tem que acontecer, no mínimo, simultaneamente a ações de controle de perdas, como programas e campanhas de conscientização ambiental”, explicou.

A coordenadora da ONG Guardiões do Mar, Graça Bispo, reforçou a importância da interação entre as Agendas 21 locais e o Comitê de Bacias Hidrográficas.

“É extremamente positiva essa junção de forças. Essa integração vai ser importante para encontrar medidas para acelerar a despoluição da Baia de Guanabara, assim como melhorar a qualidade de vida não só da região Leste Fluminense, mas da baía como um todo, dada a proximidade das Olimpíadas também”.

 

Metas – Entre as ações discutidas pelos ambientalistas estão a criação do Plano de Gestão dos Recursos Hídricos da Bacia Guapi-Macacu; a inclusão da despoluição da Baía de Guanabara e de seus ecossistemas associados na agenda de prioridades de políticas públicas municipais, estaduais e federais; a colocação em prática das ações do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), a elaboração de um plano de contingência para o caso de danos ambientais que venham a ocorrer na Baía de Guanabara e o desenvolvimento de projetos que evitem o transporte dos resíduos sólidos para a Baía de Guanabara (barreiras ecológicas).

Além de informar à população sobre o despejo dos resíduos em rios que desaguam na Baía de Guanabara também estão sendo discutidos meios de buscar apoio técnico de ONGs e universidades para a recuperação das lagoas de Piratininga e Itaipu; e de se construir um centro de pesquisa e um banco de dados sobre os recursos hídricos da região.

Mobilização – Previsto no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, o Comitê de Bacias Hidrográficas é um órgão colegiado onde são debatidas as questões referentes à gestão das águas. Os comitês são compostos por representantes do poder público, dos usuários das águas e das organizações da sociedade com ações na área de recursos hídricos.

A base da Agenda 21, por sua vez, é a criação de sistemas de gestão que levem o futuro em consideração. Esta gestão deverá integrar planejamento e políticas, envolver todos os setores da sociedade e focalizar resultados em longo prazo.

 


O Fluminense


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Comentários

Esta matéria possui 1 comentário(s)
  1. Alfredo Pereira - 11/11/2012 - 09:13

    Tudo isso é conversa do "boitatá". Em Niterói está subindo condomínios por todos os lados, mas a oferta de água continua a mesma, sendo lógica então a falta de água. O bolo é o mesmo, porém dividido por mais gente. Aí então eles sacrificam as comunidades menos favorecidas.

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