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Estado negocia redução de prazo para entrega das novas barcas

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Tamanho da fonte: A- A+ 24/02/2013

Secretaria de Transportes quer que embarcações estejam circulando na Copa do Mundo de 2014. Impasse sobre linha 3 do Metrô pode ser resolvida ainda neste semestre

 

O Governo do Estado negocia a redução do prazo de entrega das nove novas barcas encomendadas para atender à demanda do transporte hidroviário fluminense. De acordo com o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, a intenção é encurtar de 24 para 18 meses o período de entrega das primeiras embarcações. 

“Estamos conversando para tentarmos receber ao menos duas barcas nesse espaço de tempo menor, apesar do prazo contratual ser de dois anos. Queremos que o usuário possa contar com essas novas embarcações já na Copa do Mundo de 2014”, afirmou o secretário.

No fim do mês passado, a Secretaria de Estado de Transportes (Setrans) anunciou os estaleiros Instituto Naval do Ceará (Inace) e Afai Southern Shipyard, da China, como os vencedores da licitação feita para a construção das respectivas barcas. A encomenda foi dividida em dois lotes: sete embarcações de dois mil lugares, cada uma, sob responsabilidade da empresa chinesa; e outro de dois catamarãs com capacidade para quinhentas pessoas, vencido pelo Inace. 

Para aquisição dos veículos, o governo estadual investirá R$ 273 milhões, financiados por um empréstimo de R$ 3,6 bilhões obtido junto ao Banco do Brasil (BB) em junho de 2012. Os transportes deverão ser equipados com ar-condicionado, sistemas de embarque e desembarque em dois níveis, televisões de plasma, além de modernos instrumentos de navegação.

 

Linha 3 – Júlio Lopes relatou, ainda, que o Estado pretende solucionar, até o fim deste semestre, os impasses responsáveis por retardar a implantação do metrô entre Niterói e São Gonçalo. Segundo o secretário, para o efetivo início das obras do projeto é preciso equacionar questões com a esfera federal. “Trabalhamos para finalizar os entendimentos. Há uma participação importante da União na proposta, por isso, precisamos resolver isso antes de começarmos as intervenções, que ainda não possuem um prazo para iniciarem”, enfatizou.

Para viabilizar a iniciativa, o Governo do Estado articulou a liberação de cerca de R$ 500 milhões do Orçamento Geral da União, além de R$ 774 milhões de um empréstimo do BNDES e outros R$ 200 milhões retirados de parte do financiamento pactuado com o BB no fim do primeiro semestre do ano passado.

A Linha 3 metroviária integrará os dois municípios, com possível extensão até Itaboraí, onde está sendo construído o Complexo Petroquímico do Rio (Comperj). A proposta deverá beneficiar 1,7 milhão de pessoas, começará na Estação Araribóia e no total, se estenderá por 22 km, sendo 17,7 em viadutos e 4,3 em superfície, ligados por 14 estações. 

O projeto também prevê um estacionamento, uma garagem para pequenos atendimentos e reparos, no Barreto, bem como um Centro de Manutenção no bairro de Guaxindiba, em São Gonçalo. A expectativa é que o metrô reduza o tempo de deslocamento entre as duas pontas da linha de duas horas para 40 minutos.

 

Ônibus – Para melhoria do setor de transporte no Leste Fluminense, a Setrans estuda, também, a instalação de corredores exclusivos do sistema de Bus Rapid Transit (BRT) na região. “Temos a intenção de proporcionarmos outra mobilidade para toda essa localidade. Nesse caso do BRT, o governo federal também deve somar esforços e estamos interagindo para que isso ocorra”, disse Júlio Lopes.

Para o projeto, o Governo do Estado já possuiria um estudo preliminar feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), pelo qual uma das opções iniciais seria integrar a pista rodoviária do BRT em paralelo com a Linha 3 do metrô. Por esse plano, o corredor começaria na Praça Araribóia e terminaria em Alcântara (São Gonçalo), porém, em uma segunda etapa, a faixa poderia se estender até Inoã (Maricá).

 


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Comentários

Esta matéria possui 8 comentário(s)
  1. Alessandra - 24/02/2013 - 13:02

    Existem tantos projetos,porém até o momento somente ouvimos falar e nada é concretizado.Quem sofre com isso tudo é a população(trabalhador).Porque é tão difícil realizar o projeto da linha 3, as Barcas para São Gonçalo,sem dúvidas iria modificar o trânsito caótico da Ponte Rio-Niterói,Centro de Niterói, além de proporcionar ao ser humano uma qualidade de vida melhor. Cadê os representantes do Povo...de que forma temos que nos manifestar...as pessoas estão cansadas de esperar.

  2. Ari Chateaubriand - 24/02/2013 - 10:04

    Apesar de várias matérias dando conta de que realmente a tão sonhada linha 3 do Metro sairia finalmente do papel, continua difícil de acreditar. Se o início das obras propriamente dito já começa atrasando horrores, imaginem o resto! Bom, só nos resta torcer para estarmos vivos até a sua suposta conclusão...

  3. Emerson Davib - 24/02/2013 - 10:27

    Desde novos catamarãs sirvam ao trecho Pça XV/Araribóia, e não a linha seletiva como tem ocorrido com os alugados recentemente, tudo bem. Mas sinceramente não acredito, isto tudo jogada de marketing para amenizar os ânimos.

  4. Everaldo - 24/02/2013 - 11:27

    Enquanto não fizeram uma estação de barcas em São Gonçalo, não vão resolver o problema de filas enormes de pessoas tanto do lado do Rio como em Niterói no horário de maior frequencia.
    Se o problema é com relação as empresas de ônibus que vão perder seus passageiros,que as novas linhas na nova estação sejam transferidas para eles, mas resolvam isso.
    É um absurdo as filas e as confusões. Não ha mais espaço para pessoas nas atuais estações.

  5. Sérgio Siqueira - 24/02/2013 - 13:03

    Essa conversa vem se arrastando há anos. Se o Governo do Estado e o incompetente do Sec. de Transportes tivessem cumprido c/ a palavra dada anos atras, não estaríamos hoje nessa situação. Ficaram há anos empurrando c/ a barriga.

  6. Zé ... - 24/02/2013 - 14:21

    construa faixa exclusiva de ônibus na ponte. Crie uma linha de integração Niteroi x RJ (terminal x praça XV) operada pela própria ponte. Retire todas as demais linhas que passam pela ponte. Isso será um incentivo ao transporte público. Poderia ser ônibus articulado, tipo BRT.

  7. christina mattoso maia - 25/02/2013 - 08:27

    As Barcas não são uma empresa privada? Porque o governo estadual está fazendo o investimento quando esta empresa incompetente ainda tem subsidio na passagem. 4,50 para um transporte porcaria, um absurdo. A barca de São Gonçalo vai sair quando?

  8. kwhvelasco - 25/02/2013 - 23:51

    Gente boba. O que salva é: Barcas em São Gonçalo, TREM - pode ser até aqueles vagões de pre-metrô que estão sobrando no pátio da central mesmo - ligando Itaboraí a niterói e a estação das Barcas de SG... Barcas convencionais de Charitas para a Praça XV e linha de onibus integrando a ZO a este terminal sem custos. Mas explica isso pro Lerner, explica?

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