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Fim da Perimetral muda hábitos dos motoristas

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Paula Valviesse 10/11/2013

Na primeira semana sem o Elevado no Rio de Janeiro, população sai de casa mais cedo e opta por transportes coletivos para chegar á capital fluminense

A primeira semana com o Elevado da Perimetral fechado fez com que as pessoas acordassem mais cedo com medo do trânsito que enfrentariam na Via Binário do Porto. A mudança no comportamento da população, que percorre diariamente o trajeto Niterói-Rio, foi notada também pelo aumento da utilização dos transportes coletivos. As retenções aconteceram, aumentando o tempo de viagem de forma significativa, mas não chegou nem perto do caos esperado em função das alterações viárias.

A fase do fechamento foi considerada positiva pela Prefeitura do Rio de Janeiro e os diversos órgãos envolvidos no Plano de Mitigação de Impacto sobre o Trânsito. Mas para as próximas semanas, sobretudo na etapa considerada como a crítica com o fechamento da Avenida Rodrigues Alves, na próxima quinta-feira para preparação da implosão do Elevado, a orientação é de que as pessoas continuem optando por deixar o carro em casa e ir de ônibus ou de barcas.

Segundo a CCR Ponte, o fluxo diário de veículos no horário de pico, das 6h às 10h, teve diminuição de 7% durante essa semana, o que indica uma migração para o transporte coletivo e também uma antecipação dos usuários da Ponte Rio-Niterói, considerando que houve aumento de 5% do número de carros entre 5h e 6h. Na última segunda-feira, primeiro dia útil após o fechamento da Perimetral esse fluxo de veículos antes da hora do rush chegou a 12%.

As barcas, consideradas como melhor alternativa de transporte para evitar o trânsito, apresentou um aumento de passageiros de 14% comparado ao mesmo período da semana do mês de outubro, sendo registradas a passagem de 520 mil pessoas no eixo Praça Arariboia/Praça XV. Somente na segunda-feira, a CCR Barcas registrou um aumento de 29% na utilização do serviço. Na linha seletiva Charitas/Praça XV, o aumento foi de 30%. Já na linha Cocotá/Praça XV, que atende aos usuários da Ilha do Governador, o acréscimo foi de 33,4%.

O transporte aquaviário é a opção escolhida por José Francisco Quintanilha para chegar ao Rio, tendo como opção de retorno o ônibus. O funcionário público conta que tem percebido o aumento no número de passageiros e considera a utilização do transporte coletivo a melhor opção para quem não quer se estressar no trânsito. 

“Escolho a barca por causa do trânsito e sempre utilizo o transporte público nas sexta-feiras quando as pessoas costumam preferir ir de carro para o trabalho, quando aumenta o fluxo de veículos”.

Segundo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), mesmo com as diversas mudanças nos itinerários dos ônibus municipais, a população não se assustou e a demanda de passageiros atendida diariamente pelo transporte rodoviário foi mantida.

Visto de Niterói, o reflexo no trânsito também foi considerado positivo. Para o presidente da Niterói Trânsito e Transportes (NitTrans), coronel Paulo Afonso Cunha, foi notado um tráfego intenso de veículos, mas sem o caos temido. 

“Houve um temor de grandes engarrafamentos e aconteceu justamente o contrário. A população ouviu nosso conselho de utilizar o transporte coletivo. Para comparar, na segunda-feira pós-interdição, 32.846 veículos oriundos do município entraram na Ponte Rio-Niterói e no dia seguinte, 29.456, uma queda de quase 10%”.

Implosão – Com a remarcação da data da implosão do Elevado da Perimetral para às 7h do dia 24, a Prefeitura do Rio intenciona que a população tenha mais tempo para se adaptar as mudanças viárias. O fechamento da Avenida Rodrigues Alves, no entanto, foi mantido para o dia 14, véspera de feriado, às 23h, para preparação do trecho da via que receberá os escombros da Perimetral, entre a Avenida Professor Pereira Reis e a Rua Silvino Montenegro.

Período crítico – De acordo com o gestor de atendimento da CCR Ponte, Rodolfo Borrel, a mudança no comportamento da população deve ser intensificada para que não haja fortes reflexos no trânsito após o fechamento da Avenida Rodrigues Alves, considerado por ele o período mais crítico das intervenções para implosão do Elevado da Perimetral. Com aparato funcional em carga plena e esquema operacional reforçado, a CCR Ponte está elaborando ainda um Plano de Contingência a ser colocado em ação após o dia 14. A expectativa da concessionária é de que as pessoas aceitem a orientação de utilizar os transportes públicos ou mantenham a antecipação da passagem pela ponte para evitar que o trânsito fique caótico.


O FLUMINENSE


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