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Lei Maria da Penha completa 7 anos com direito a comemoração em SG

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Suzana Moura 08/08/2013

Cartilhas com esclarecimentos sobre o tema foram distribuídas no evento. Ação na Praça Luiz Palmier festejou o aniversário de norma que visa coibir a violência contra a mulher

A Lei Maria da Penha, que coíbe a violência contra a mulher, completou sete anos na última quarta-feira. Para celebrar a data, a organização não governamental Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG), em parceria com a Prefeitura da cidade, realizou um evento durante toda a manhã na Praça Luiz Palmier, no Centro, distribuindo cartilhas com explicações sobre a lei e esclarecimentos às mulheres sobre seus direitos.

Foi entregue para as mulheres, que passavam pelo local, o Cartão da Mulher Gonçalense, que tem como função deixar as mulheres a par de todos os endereços e telefones úteis, caso venham a sofrer algum tipo de violência. O movimento planeja ir às ruas na próxima semana a fim de cobrar providências em relação às obras da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que está em obra há mais de três anos e dificulta o atendimento na região. 

A Secretaria de Atenção ao Idoso, Mulher e Pessoa com Deficiência alerta para a importância de conscientizar a população e também reivindica o término das obras da Deam, pois sem a delegacia o atendimento na região caiu em 80% devido ao deslocamento para o antigo quartel do 3ª Batalhão de Infantaria (BI). 

“São Gonçalo desenvolve uma política de conscientização e apoio a mulher há cerca de 16 anos e, ao longo desse tempo, estamos realizando grandes mudanças. A violência contra a mulher não é só problema da mulher que sofre o ato e sim de toda a população que tem que abraçar a causa e lutar contra esse mal”, contou Tânia Soares, secretária da pasta.

O Movimento de Mulheres em São Gonçalo é uma associação que trabalha em defesa dos direitos humanos das mulheres, crianças, adolescentes e luta contra as desigualdades e discriminações. A assistente social da casa, Erica Pessanha, informou a importância do órgão. 

“Realizamos atendimento de serviço social, psicológico, jurídico e campanhas contra a violência doméstica. Representamos a sociedade civil e só neste ano já foram 800 registros. O importante é denunciar e não deixar o agressor impune”.

O evento contou com a participação de técnicos de enfermagem que realizaram atendimento às pessoas que passavam pela praça, principalmente as mulheres. Aferiam a pressão arterial e checavam o peso das pessoas para controle da saúde. Além disso, foram distribuídos panfletos sobre o assunto. 

 

Apresentação – A Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef) participou da comemoração e o grupo de dança local fez apresentações na praça. O evento contou também com um estande de maquiagem gratuita para as mulheres. Uma outra ação interessante no projeto foi a participação da Feira da Mulher Empreendedora, que foi criada a partir de mulheres que sofreram algum tipo de violência e precisavam de ajuda. O projeto deu tão certo que já dura há 2 anos e o grupo expõe suas peças por toda a cidade. 

“A feira foi criada para atender as mulheres vítimas de violência, para auxiliá-las na recuperação. Mas como o projeto foi bem aceito, abrimos a feira para todas as mulheres com aptidão para artesanato. É uma maneira das mulheres desenvolverem talentos manuais e ao mesmo tempo esquecer nem que seja por um curto período de tempo, a violência que viveram”, comentou Ana Marita Silveira, coordenadora da feira. 


O Fluminense


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Comentários

Esta matéria possui 2 comentário(s)
  1. Maria de Lourdes - 08/08/2013 - 14:40

    Não tem nada o que comemorar, essa Lei é uma mãe para os agressores que continuam por aí soltos e impunes. Deve ter havido algum engano nessa tal comemoração. Na verdade quem deve estar comemorando são os criminosos que agridem e matam as mulheres, pela certeza da impunidade.

  2. Radical - 10/08/2013 - 21:44

    Coincidência ou não, depois do advento da lei Maria da Penha aumentaram os casos de violência extrema contra as mulheres em todo o Brasil. Deve haver alguma coisa em desalinho. E por isso mesmo não há o que comemorar.

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