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Obras de dragagem avançam na bacia do Rio Imboaçú, em São Gonçalo

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Geovane Mendes e Paula Valviesse 21/08/2013

Projeto de dragagem e revitalização entra na fase de prevenção de cheias através da instalação de galerias subterrâneas. Obras devem ser concluídas até o ano que vem

O projeto de dragagem e revitalização nos 8,2 quilômetros de extensão do Rio Imboaçu em São Gonçalo entrou em nova fase. A obra, orçada em cerca de R$ 140 milhões, está na parte da conclusão do programa de prevenção de cheias, com o desvio, através da instalação de galerias subterrâneas, que modificarão o curso do Rio Sendas, um dos afluentes do Rio Imboaçu e que há mais de 20 anos vem afligindo os moradores dos bairros margeados pelo rio, como por exemplo, o Boa Vista e o Boaçu.

O novo trajeto do afluente Sendas cortará toda a Avenida Luiz Corrêa da Silva, no Boaçu. Um trecho de pouco mais de dois quilômetros e encontrará novamente o Rio Imboaçu do outro lado da BR-101, em uma área de restinga que não possui casas, apenas vegetação, evitando em casos de cheias que o transbordo afete a população.

 

Mudança – Cerca de 500 famílias estão cadastradas para que seus imóveis sejam desapropriados e serão incluídas no programa “Minha casa, minha vida”. As obras estão recebendo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, e do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), do Governo do Estado – em investimentos para a recuperação ambiental da Bacia do Rio Imboaçu. A previsão é de que as obras sejam concluídas no final do 1º semestre de 2014.

Morador do Boaçu há 15 anos, o autônomo José Ortênio, de 34 anos, diz que está animado em ver as máquinas trabalhando em sua rua, que sempre sofreu com enchentes. Ortênio foi um dos primeiros a assinar o contrato de desapropriação de sua casa e já faz planos para comprar a casa nova. 

“Estou muito feliz, já convivi com água acima do joelho e já perdi inúmeros móveis. Não vejo a hora de mudar com minha família para o Boa Vista, lá teremos uma casa melhor e maior”, comenta.

Convivendo com o problema há mais de 20 anos, a dona de casa Leiliane Costa da Silva, de 27, se diz aliviada com a obra de manilhamento do Rio Imboaçu e seu afluente, o Rio Sendas.  

“Vivo aqui no Boaçu há mais de 20 anos e as cheias do rio se repetem em qualquer chuva mais intensa. Na minha casa é normal comprarmos móveis a cada ano, já que a cada cheia perdemos estantes, camas, geladeiras. Agora estamos felizes e confiantes de que quando as obras terminarem, teremos mais tranquilidade”, declarou a moradora da Avenida Luiz Corrêa da Silva.

Padrão – As obras seguem o padrão adotado no projeto de recuperação ambiental dos rios Iguaçu, Sarapuí e Botas, na Baixada Fluminense, que inclui não só a prevenção de cheias, com dragagem e urbanização do entorno dos rios, mas também a realocação de moradores que vivem em áreas com risco de inundação. 

A presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, destaca que a Bacia do Rio Imboaçu é crítica em São Gonçalo por ser extremamente populosa.

“O rio corta o Centro de São Gonçalo e sua bacia fica em área muito populosa. Então, como havia muitas famílias vivendo junto às margens do rio, o projeto inicial previa uma desapropriação, com reassentamento de 800 famílias. É uma obra que busca, além de aumentar a largura do rio, proteger suas margens e realocar as pessoas que vivem em área com risco de inundação. Dos R$ 140 milhões, R$ 85 milhões são recursos do PAC, do Governo Federal, e R$ 55 milhões são do Fecam”, afirmou Marilene.


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Comentários

Esta matéria possui 3 comentário(s)
  1. Sephoris - 22/08/2013 - 07:39

    Obras necessárias e obrigatórias que são realizadas hoje, mas foram deixadas pra lá pela gestão anterior.

  2. farias. - 22/08/2013 - 21:18

    Os reporteres que escreveram esta matéria, tem certeza de que o orçamento é de 140 milhões?
    A propósito, porque a prefeitura não faz uma cobertura no trecho que vai da Cel. Serrado até a Av Kenedy, neste mesmo rio?

  3. Ana Maria de A. Quintaniçlha - 24/11/2013 - 10:40

    Boa tarde!

    Morei por mais de trinta anos na Rua Eunenio fLORENTIN( ANTIGA 53) no Jardim Catarina e nunca vivemos o que os moradores estão vivendo no momento.
    Minha mãe, 78 anos de idades, além de ver sua calçada toda quebrada e ter dificuldades de sair de casa, por usar muletas , teve sua casa invadida por lama e água nesse sábado porque a obra iniciada foi abandonada , deixando os moradores abandonados.
    Solicito urgentemente resolver estes problemas ou iremos cobrar do governo do Estado.

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