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Protesto dos vigilantes atrapalha rotina de correntistas de bancos

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Priscilla Aguiar 01/02/2013

Trabalhadores aderem à paralisação nacional e interrompem serviço em agências bancárias de Niterói e municípios vizinhos, como São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e Maricá

Cerca de 90% dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Rio Bonito e Maricá aderiram na sexta-feira à paralisação nacional da categoria. Os trabalhadores cruzaram os braços por 24 horas em protesto contra o não pagamento do adicional de periculosidade definido pela Lei 12.740/2012 sancionada pela Presidência da República em dezembro do ano passado.

A paralisação dos vigilantes causou tumulto na porta de várias agências bancárias no Centro de Niterói. Em algumas, apenas os caixas eletrônicos funcionaram normalmente. Demais serviços operaram de forma precária. A paralisação chegou às unidades bancárias na Região Oceânica, Ingá, Icaraí e Largo da Batalha.

O vendedor Douglas Costa, de 35 anos, conta que foi até um banco na Avenida Amaral Peixoto, no Centro, e teve que voltar para casa sem conseguir efetuar o pagamento de suas contas. “Entendo que os vigilantes estão lutando por seus direitos, mas o que não pode é todo mundo parar e a população ser prejudicada”, argumentou.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Região, Cláudio José Oliveira, caso as empresas não paguem o adicional no quinto dia útil deste mês, a categoria pode entrar em greve por tempo indeterminado. “Estamos aderindo à paralisação nacional para que as empresas se conscientizem e cumpram a lei. O mais difícil nós já conseguimos, que era a sanção da lei. Nós falamos não só por vigilantes de bancos, mas por todos os vigilantes que trabalham na rua, em estabelecimentos públicos e privados e que são expostos. Estamos exigindo nosso direito”, declarou.

Os vigilantes pedem aumento de 30% sobre o adicional de risco de vida. A Confederação dos Vigilantes, as Federações e os Sindicatos de todo o país entendem que o benefício deve ser pago de imediato. “O próprio Tribunal de Contas da União, ao exigir alteração no edital do pregão da Caixa Econômica em São Paulo para a contratação de serviços de vigilância, incluiu o pagamento do adicional aos vigilantes, assegurando, portanto, uma grande vitória à categoria”, disse Fernando Bandeira, presidente da Federação Estadual dos Vigilantes. Por outro lado, o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança (Sindesp /RJ), Frederico Câmara argumenta que o início do pagamento depende da regulamentação pelo Ministério do Trabalho.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que o Ministério do Trabalho criou um grupo para definir a aplicação do benefício, mas o pagamento só deverá ocorrer depois da regulamentação da lei.

Protesto- Cerca de 300 manifestantes percorreram na sexta-feira pela manhã o principal corredor financeiro de Niterói conclamando os colegas que estavam no interior das agências bancárias. No centro de Niterói, 90% dos bancos tiveram que suspender o atendimento ao público por causa da paralisação e da necessidade do cumprimento do plano de segurança das agências determinado pela Polícia Federal. Nos cinco municípios atendidos pelo Sindicato, são cerca de três mil vigilantes.

A manifestação se iniciou pela manhã na sede do Sindicato onde os trabalhadores se reuniram para avaliar o movimento. Uma passeata foi realizada pelos vigilantes que visitaram todas as agências abertas com um apitaço, faixas de protestos e frases de efeito. Em algumas unidades - segundo o sindicato - vigilantes se recusavam a parar alegando pressão e ameaças das empresas.

Essa é a primeira grande mobilização do ano na base do Sindicato. Já no fim da tarde os trabalhadores se encaminharam para a Praça Arariboia para mais um ato em favor do pagamento dos 30% de periculosidade. Na ocasião, os trabalhadores mostraram para a sociedade os absurdos que as empresas cometem com seus empregados.

Região- Segundo a categoria, nos demais municípios que integram a base do Sindicato, a paralisação foi de 50%. Em São Gonçalo, algumas agências bancárias foram fechadas no centro da cidade. No centro de Itaboraí também foram registradas mobilizações. Em Maricá, vários bancos também não abriram as portas. Já em Rio Bonito, apenas duas agências funcionaram parcialmente.


O FLUMINENSE


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Comentários

Esta matéria possui 1 comentário(s)
  1. RICARDO SANTOS - 02/02/2013 - 07:12

    esse é um país que a presidente não manda nada se ela já assinou é lei tem que pagar os patrões vão discutir o que?

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