Oportunidades

Mercado para técnico de segurança em expansão

0
Tamanho da fonte: A- A+ Por: Lislane Rottas 23/12/2012

Grandes eventos esportivos fazem crescer a demanda por profissionais

O mercado de trabalho para o profissional que atua como técnico de segurança do trabalho está se expandindo. Dados do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (Sintserj) mostram que só no Estado existem aproximadamente 26 mil profissionais. Já no Brasil, esse número gira em torno de 250 mil. A profissão conta com salários iniciais que ultrapassam a marca de R$ 2 mil e podem chegar a até R$ 9 mil, dependendo da especialização. Isso tem atraído candidatos para ocupar o cargo.

Elias Bernardino, presidente do Sintserj, afirma que empresas da construção civil e as de outras atividades de risco, como hospitais, são obrigadas a ter, no mínimo, um técnico de segurança do trabalho. Segundo ele, isso fez aquecer o mercado.

“Essa é uma prática garantida por lei e com o aumento de empresas por conta dos grandes eventos esportivos, e empreendimentos como o Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), a demanda fica cada vez maior”, afirma.

De acordo com Francisco de Assis, que é professor no curso Vitec e técnico em Segurança do Trabalho na Pretobras, o profissional tem áreas de atuação bem ampliadas. No entanto, os trabalhadores precisam ter seus contratos de trabalho regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

“Todas as empresas têm como principal atribuição zelar pelas condições salubres de trabalho, seja no campo da ergonomia, como acontece com os funcionários de bancos, call centers, ou mesmo cuidar dos treinamentos daqueles trabalhadores que executam suas tarefas do alto de linhas energizadas, como ocorre com os funcionários de companhias de energia. Seja qual for a sua área de atuação, ele terá como objetivo principal a especialização dos requisitos necessários para que o trabalhador execute suas atividades com total segurança, daí o nome da profissão: segurança do trabalho”, explica.

Para a formação deste profissional são necessários aproximadamente um ano e oito meses de estudos. Porém, esse tempo de formação pode variar de acordo com a instituição. 

Alguns estudantes são atraídos para a área por conta do tempo médio de estudos, pela facilidade de emprego após o término do curso e por ser mais acessível financeiramente, do que uma graduação tradicional. Esse é o caso do estudante Thiago de Jesus, de 24 anos, aluno do curso Vitec.

“Trabalhava em um ramo diferente, ganhava pouco e não tinha condições de arcar com uma faculdade. Foi aí que optei por procurar alguns cursos técnicos onde os custos são menores e a chance de sair empregado após o termino é maior. Por isso escolhi essa área”, diz o aluno, que já está empregado.

Interesse em aprender é essencial

O professor do Senai Valdir Moreira de Souza, que leciona há sete anos na instituição, avisa que o candidato a técnico em segurança do trabalho deve gostar de estudar.

“Essa é uma profissão que lida muito com leis, decretos, normas e principalmente medidas de controle de riscos. Tudo isso tem a sua parte prática, mas corresponde a uma bibliografia muito extensa. Por isso, a dedicação é um fator fundamental para dar continuidade aos estudos”, comenta.

O aluno Guilherme Cerqueira, de 21 anos, afirma que os estudos de disciplinas básicas como física, química, estatística e psicologia o ajudaram a ficar em primeiro lugar em uma competição profissional.

“Tenho certeza que essa colocação vai fazer uma grande diferença no meu currículo. Participar de um evento como este foi uma experiência realmente importante. Pude aprender muito mais durante o treinamento para a olimpíada e adquirir mais experiência prática”, comemora.

Conhecidas como NRs, as Normas Regulamentadoras são um verdadeiro pesadelo para os estudantes. O professor Francisco de Assis atenta que o segredo para escapar da “decoreba” é o interesse em aprender de verdade o conteúdo, para não se prejudicar na hora em que for preciso usar as normas.

“O técnico de segurança do trabalho não pode ter vergonha em consultar as NRs, caso seja necessário. A leitura desses manuais ajuda os profissionais a conviver com diversas situações diferentes. Por isso é tão importante ter conhecimento dessa bibliografia. É trabalhoso, mas vale a pena”, comenta. 

Áreas de atuação em constante ampliação

O professor Valdir Moreira revela que devido ao aquecimento industrial do País, as empresas estão com uma consciência cada vez maior sobre a importância da segurança do trabalho. Ele diz que isso acontece por conta da necessidade das empresas atenderem as demandas legais sobre a área. 

“Hoje as corporações que investem no nosso segmento acabam sendo vistas de outra forma no mercado. Isso atrai mais investidores e, consequentemente, aumenta a captação de recursos”, explica.

Outra forma de conseguir uma vaga é procurar agências que auxiliam as corporações a “traduzir” o conteúdo complexo ligado aos manuais de segurança do trabalho.  

Roberto Maia, da Aevo Studio, que produz treinamentos diferenciados, menciona que essas são algumas ferramentas que auxiliam a rotina de trabalho do técnico.

“Geralmente os assuntos são muito densos, como em manuais de operações de maquinários pesados. Com esse auxílio, o técnico pode desenvolver os treinamentos em plataformas de desktop, web e até celular. Tudo de forma leve e lúdica. Dessa forma a informação é absorvida mais fácil e rápida pelos colaboradores das empresas”, argumenta. 

Assis diz, ainda, que outro campo são os cargos públicos. 

“Temos visto a abertura de concursos para Petrobras e Dataprev. Nestes casos é preciso estudar muito para conseguir uma vaga”, avalia.

AVALIE:

 

Enviar para amigo Imprimir

Comente a Notícia

Os comentários são de total responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Grupo O Fluminense. Mensagens que contenham ofensas, acusações e palavrões ou xingamentos não serão publicadas.

Comentários

Esta matéria possui 1 comentário(s)
  1. Playboyz - 10/03/2013 - 07:00

    Muito bom Beto. Sem vocea jamais taomeirs estes momentos registrados. Espero que a ABES tenha como armazenar este acervo para no futuro relembramos o nosso passado. As coisas boas que estamos fazendo Uma abrae7o, Vitorio.

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.

Publicidade:



Redes Sociais






Fale com
a Redação

(21) 2125-3065