Habitação

Financiar a casa própria é melhor opção para quem quer sair do aluguel

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Bruno Uchôa 03/02/2013

Pagar as prestações pode valer mais a pena para adquirir um imóvel próprio. Atualmente, crédito mais fácil e juros menores são facilitadores e incentivam método de compra

 

Comprar a casa própria. Esse é o sonho de muitos brasileiros que ainda vivem de aluguel. Com a redução dos juros do financiamento imobiliário promovida pelos bancos públicos e privados desde o ano passado, a concretização do sonho se tornou mais próxima da realidade. No entanto, ainda é preciso muito planejamento e disciplina.

Especialistas apontam que em alguns casos, dando uma boa entrada, o valor das parcelas pode ser comparável ao aluguel pago.

“Chegamos ao ponto em que o valor do aluguel pode estar próximo das prestações. Se a pessoa financiar 50% do valor do imóvel, a parcela do financiamento vai ficar mais barata do que o próprio valor do aluguel”, avalia o diretor da Lopes Imobiliária, Luiz Carlos Moreira.

Ele lembra também que, no Brasil, conforme o mutuário paga as parcelas o valor vai diminuindo. Já o economista e especialista em negócios imobiliários da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Mário Rubens de Mello Neto, lembra que, ao entrar em um financiamento, a pessoa está investindo em um patrimônio próprio. Para ele, mesmo que as parcelas sejam no início um pouco superiores ao aluguel, o esforço é válido.

“O aluguel é um valor jogado fora. Se a pessoa tem dinheiro para pagar um pouco mais na prestação, vale mais a pena”, afirma o especialista da FGV.

No entanto, a decisão de entrar em um financiamento de longo prazo, caso dos imóveis, deve ser bem avaliada. O mutuário pode precisar arcar com parcelas durante mais de 20 anos. O economista e presidente do Canal do Crédito, site comparador de financiamentos, Marcelo Prata, diz que o financiamento é recomendável para profissionais com a carreira estabilizada.

“Muita gente quer sair do aluguel ainda sem ter uma estabilidade financeira consolidada, ainda no início da carreira profissional. Neste caso, entrar em um financiamento de longo prazo é arriscado. No início de carreira, a pessoa ainda está testando sua empregabilidade”, destaca Prata.

Ao recorrer ao financiamento para compra da casa própria, a pessoa deve lembrar que o valor máximo da primeira parcela não pode superar 30% da renda familiar bruta. Moreira lembra que os bancos hoje financiam até 80% do valor do imóvel. Simulações feitas a pedido do jornal O FLUMINENSE demonstraram algumas opções dependendo do perfil e da oportunidade. Marcelo Prata destaca que existem duas possibilidades de o valor do aluguel se equiparar ao financiamento. A primeira opção, segundo o presidente do Canal do Crédito, é a mais viável. Ou seja, no caso a pessoa abriria mão do imóvel de R$ 500 mil e poderia pagar um valor de parcela inferior ao que paga de aluguel em um imóvel com valor de mercado superior.

“Acho que essa é a solução mais viável para quem não tem o valor total para dar como entrada no financiamento de um imóvel de R$ 500 mil. O segredo aqui é abaixar o padrão do imóvel e começar pequeno antes de dar o grande salto para o imóvel dos sonhos. Como o valor de entrada é menor, fica mais fácil utilizar o FGTS e fazer economia no dia a dia para conseguir juntar o valor necessário”, diz Prata.

No segundo caso, o valor das prestações seria compensado pela entrada maior. “A situação compensa se possuir o valor de entrada suficiente para compra (aproximadamente 50% do valor do imóvel), sem esquecer da reserva financeira para emergências. É uma excelente opção para quem tem um bom dinheiro do FGTS para dar como entrada”, diz.

Crédito - Nos últimos seis anos, o volume de crédito triplicou, passando de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006 para 6,2% do PIB ano passado. Em países como os Estados Unidos, o volume atingiu 80% e, em Portugal e Espanha, 60%. Para o professor da FGV o Brasil ainda precisa avançar para que mais pessoas tenham acesso ao crédito e os juros possam baixar mais.

“O montante de crédito livre dos bancos é baixo. Vai aumentar bastante com a evolução dos fundos imobiliários. Também não temos mercado de hipoteca avançado, que funcionaria como uma alienação fiduciária. Ou seja, permitiria que a pessoa desse seu imóvel como garantia e ainda seria possível o refinanciamento da casa”, acredita o professor da FGV.

Apesar disso, segundo pesquisa do Serasa Experian, o crédito habitacional deverá se tornar, no primeiro semestre de 2013, a principal modalidade de crédito concedido às pessoas físicas no âmbito do Sistema Financeiro Nacional. De acordo com o levantamento, o crédito habitacional, que ocupava a quinta colocação em 2008 (R$ 63 bilhões, 11,9% do total), encontra-se agora (novembro de 2012) na segunda colocação com R$ 270 bilhões, representando 24,8% do crédito paras pessoas físicas, 1,0 ponto percentual atrás do crédito pessoal.

* Confira tabela que explica vantagens entre financiamento e aluguel na galeria de fotos

 


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Comentários

Esta matéria possui 1 comentário(s)
  1. Jeane Braga Pereira - 24/11/2013 - 15:44

    Adorei o artigo falando sobre financiamento. Parabéns.
    Faça uma visitinha no meu blog também.

    Beijos, obrigada.

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