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Estudo avalia o que motiva os homens a raspar a cabeça

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Tamanho da fonte: A- A+ Por: Natália Kleinsorgen 27/01/2013

Segundo estudo americano, alguns homens eliminam voluntariamente o cabelo por estar buscando os traços estereotipados de atletas e heróis de cinema

Um estudo realizado por Albert Mannes, da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, resolveu examinar o impacto social da opção voluntária de homens por raspar a cabeça, o que poderia indicar uma vontade de ter uma aparência dominante. O trabalho analisa uma escolha que pode soar contraditória, tendo em vista que a ausência de cabelo, muitas vezes, está associada à fraqueza, velhice, e à baixa autoestima.

“O que a pesquisa sugere, no entanto, é que um homem que elimina voluntariamente o cabelo pode estar buscando os traços estereotipados de atletas e heróis de cinema. Há inúmeros exemplos de filmes de ação e aventura com atores de cabeças raspadas”, analisa o professor Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O professor vai mais longe e lembra que a perda dos cabelos tem relação emocional histórica. Desde a história de Sansão que, dizia-se, tinha uma enorme força relacionada aos cabelos longos, os homens acreditam que os fios têm uma relação até com a potência sexual, quando perdem os cabelos também perdem um pouco da potência.

“Claro que isso é uma lenda, mas muita gente acredita. A maioria não gosta mesmo, já que a aparência do calvo tende a ser de mais velho do que a própria idade”, analisa Valcinir Bedin, dermatologista, tricologista e nutrólogo, presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo.

 O autor da pesquisa, que adotou o visual sem cabelos, termina o artigo sugerindo que homens calvos deveriam raspar a cabeça, o que poderia aumentar sua capacidade de liderança, promover ascensão social e econômica e aliviar os prejuízos psicológicos e financeiros associados a essa perda.

No que depender da opinião do filósofo Rodrigo Ribeiro, de 25 anos, esta relação com o poder e com a ascensão social só acontece se for bem inconsciente. Ele sempre teve cabelos bem longos e em um determinado momento resolveu raspá-los.

“Quando comecei a raspar a cabeça não tinha em vista nenhum aspecto social. Minha opção se resumia na minha avaliação sobre a minha aparência e, também, como consequência de que em certos momentos eu sentia muito calor por causa do cabelo. Com o passar do tempo, ele ficou pouco volumoso e resolvi que parecia mais agradável ficar de cabeça raspada, diz ele, que considera a calvície algo que costuma não atrair. “Porém, a atração não se resume aos cabelos”, completa.

Alopecia

A calvície masculina, ou alopecia, é uma condição que muitos homens irão experimentar em algum momento da vida e que tem consequências psicológicas, sociais e econômicas consideráveis.

“A perda dos cabelos pode ter várias manifestações. Quando se perde os cabelos nas entradas e no topo, nos homens, e na área da coroa, nas mulheres, chamamos de calvície ou alopecia androgenética. É o popular ‘careca’. Temos que observar as diferenças, já que podem existir problemas hormonais, nutricionais e outras doenças que levam à perda dos cabelos e dos pelos do corpo, mas aí não é a calvície, que é determinada geneticamente”, explica Valcinir Bedin.

Quando o problema for de alguma doença, basta corrigi-la que o cabelo volta. Quando é genético, é possível usar medicamentos que seguram os cabelos, fazendo com que a queda não piore e, às vezes, pode-se até reverter. Quando não se obtém sucesso, o transplante de cabelos é a melhor solução, a cura definitiva.

“A maioria dos homens fica triste quando descobre que a queda é ‘irreversível’. Raspar também é uma opção, mas a pessoa deve se sentir bem. O importante é procurar ajuda sempre que a perda dos cabelos começar a incomodar. Quanto mais cedo, maior as chances de tratamento com sucesso”, orienta o especialista.


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Comentários

Esta matéria possui 6 comentário(s)
  1. André Silva - 28/01/2013 - 13:45

    Que pesquisa idiota. Antes dos atores e atletas rasparem a cabeça os homens já faziam isso.

    Essa matéria ocupou o lugar de algo mais relevante.

  2. tedison - 28/01/2013 - 17:32

    concordo com a opinião do andré silva.e ainda mais que p cortar o cablo estao cobrando o olho da cara vc compra a maquina por vinte e cinco rais nao precisa ser a melhor maquina e corta quando quizer com praticidade corta no feriados ou domingo nao importa o dia fica livre de espera de filas e espera no salao....e detalhe sempre mantem o padrao.e ultimamente nao da pra usar cabelo grande...e o estilo de cabelo curto ja vem a muitos e muitos anos atras desde dos piratas da epocas dos maias epoca tambem da grecia.........eu so uso estilo maquina zero desde de pequeno......

  3. Roberto SG - 28/01/2013 - 10:09

    Meu cabelo é cortado a maquina e não me inspirei em ninguém !
    Durante muitos anos usei a cabeça raspada e depois muitos anos cabeludo e agora cabeça raspada outra vez.
    Obs.: com tanta coisa importante que precisa de pesquisa e os "caras" estudando sobre cortes de cabelo.

  4. Sansão - 30/01/2013 - 20:23

    Corto o meu cabelo a zero porque sou careca . kkkkkk.

  5. Praxedes - 30/01/2013 - 20:28

    Pena que essa matéria chegou um pouco tarde demais: os meus já caíram !!!

  6. paulo - 17/05/2013 - 22:20

    sou careca,nao ligo p isso..minha esposa adora....to nem aiiiiii

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