Assine o fluminense

Enem: modelo para 2021 é apresentado



Mudanças foram feitas para adequar o Enem ao novo ensino médio

Os estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão escolher qual avaliação farão no segundo dia do teste. No primeiro dia, será cobrado o conteúdo comum ensinado a todos os estudantes do país. O novo modelo foi apresentado pelo ministro da Educação, Rossieli Soares. O exame, no entanto, não mudará no ano que vem, o que deve ocorrer em 2021.

As mudanças são necessárias para adequar o Enem ao novo ensino médio, cuja lei foi aprovada em 2017. Pela nova lei, os estudantes passarão por uma formação comum a todo o país, definida pela chamada Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que ainda está em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE), e por uma formação específica, que poderá ser em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

O Enem seguirá o mesmo modelo. No primeiro dia, será cobrada a BNCC e, no segundo, o estudante será avaliado de acordo com o itinerário escolhido. 

“O Enem tem que ser reflexo do ensino médio. Se vai ter flexibilidade, o itinerário não é só aprofundamento, são caminhos diferenciados, tem que fazer avaliação desses itinerários”, disse Soares.

As mudanças no Enem estão previstas nas novas Diretrizes Curriculares Nacionais do ensino médio, homologadas pelo ministro. Para entrar em prática, é preciso que a BNCC seja aprovada pelo CNE. O Ministério da Educação pretende ver a BNCC aprovada ainda este ano, mas isso depender da agenda do CNE.

Avaliação - Questionado sobre a possibilidadede as mudanças previstas no Enem não serem implementadas no próximo governo, Rossieli Soares disse que o novo presidente teria que mudar as normas vigentes. 

“Cabe ao novo governo avaliar e implementar as políticas, mas o que é normal é que deve ser cumprido, a não ser que ele mexa na norma. As diretrizes são normas que estarão vigentes para o Brasil, então, deverão ser seguidas em todo o Brasil”, afirmou o ministro.

Ele ressaltou que muito da implementação do novo ensino médio caberá ao novo governo, que terá que cuidar da escolha dos livros didáticos, da formação de professores e de novas avaliações da etapa.

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comments

Veja também

Scroll To Top