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Metalúrgicos realizam manifestação no Centro

Cerca de 100 demitidos do Estaleiro Mauá reivindicaram valores referentes à rescisão

Trabalhadores foram andando até a sede da Prefeitura de Niterói cobrando providências sobre a situação da categoria

Evelen Gouvêa

Cerca de 100 trabalhadores demitidos do Estaleiro Mauá em 2015, realizaram na manhã desta sexta-feira (10) uma manifestação pelo Centro de Niterói, reivindicando os valores referentes à rescisão contratual não depositados pela empresa. Além disso, o ato também cobrou uma maior transparência por parte do sindicato da categoria no processo trabalhista contra a demissão de mais de três mil funcionários, que já dura três anos.

O ato teve início às 9h, na porta do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico dos Municípios de Niterói e Itaboraí (Stimmmeni), na Travessa Cadete Xavier Leal.

O local, no entanto, estava fechado por conta da paralisação nacional pelo Dia do Basta, dizia um aviso na porta. Os trabalhadores também seguiram para a sede da Prefeitura de Niterói, na Rua Visconde de Sepetiba, no Centro, onde uma comissão foi recebida para pedirem apoio do Executivo pela causa.

“A situação é uma falta de respeito com os trabalhadores navais que deram suas vidas pelo estaleiro. Na demissão, há três anos, fomos quase expulsos, saímos sem as verbas rescisórias quitadas. Neste tempo de audiências e procurações, houve um descaso pela categoria, muitos trabalhadores morreram, perderam famílias e viraram moradores de rua. Queremos uma resposta do poder público no julgamento de nossas causas”, diz o metalúrgico desempregado Jorge Costa, que trabalhou 9 anos no estaleiro e é um dos organizadores do movimento.

De acordo com os trabalhadores, na época da demissão, o estaleiro Eisa Petro-Um, ligado ao Estaleiro Mauá, alegou não ter verba suficiente para continuar com seu funcionamento e quitar as dívidas contratuais dos mais de 3 mil trabalhadores demitidos. Ainda segundo eles, o sindicato teria auxiliado aos trabalhadores entrarem em ação conjunta contra a empresa e a Petrobras Transporte (Transpetro), trâmite que já dura três anos.

“Estamos aqui para cobrar de quem nos representa, pois não temos resposta concreta. As pessoas estão passando necessidades, não conseguem sustentar suas famílias, mesmo sendo bons profissionais. Quando fomos demitidos, descobrimos que nem nosso FGTS foi depositado corretamente, mas foi descontado todos os anos. Tivemos a informação de que o caso iria para Brasília, mas não temos transparência”, disse a recepcionista Camila Araujo, de 37 anos, que trabalhou no local por três anos.

Ainda segundo os trabalhadores, as audiências ocorridas deram causa ganha para a categoria, mas as empresas responsáveis recorreram da decisão.

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