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Niteroienses reclamam da falta de lixeiras pelas ruas da cidade

Seja na Zona Norte ou Sul, ausência dos equipamentos tem sido motivo de críticas por Niterói

Zona Norte da cidade deveria ser contemplada com mais papeleiras de lixo

Foto: Evelen Gouvêa

Está cada vez mais difícil encontrar lixeiras papeleiras pelas principais ruas da Zona Sul de Niterói, reclamam moradores. Enquanto eles comentam sobre o “sumiço” das papeleiras na região, na Zona Norte, a situação é pior: a vizinhança afirma que elas nem foram instaladas de maneira satisfatória. O resultado, aliado à falta de educação da população, é o lixo espalhado pelo chão. 

No trecho de Icaraí da Avenida Almirante Ary Parreiras, entre as avenidas Jornalista Alberto Francisco Torres e Roberto Silveira, havia cerca de sete lixeiras. Seguindo em direção a Santa Rosa, até a Rua Dr. Mario Viana, apenas uma foi encontrada em um poste. A avenida tem aproximadamente 1,6 Km. Zelador de um dos prédios da via, Luiz Eduardo de Freitas, de 48 anos, acredita que este seja o motivo do lixo no chão. 

“As pessoas andam por aqui e não encontram mais os depósitos como tinha antes. Mesmo que ele não possa jogar no chão, tem que ter papeleira disponível na cidade”, disse enquanto varria sua calçada. 

Também em Icaraí, a Rua Gavião Peixoto possuía pouco mais de cinco equipamentos disponíveis. Destes, dois estavam desmontados. O Largo do Marrão, em Santa Rosa, também foi ponto de reclamação dos moradores. Local de mercados e hortifrútis, niteroienses reclamam que a quantidade de lixeiras oferecidas não é compatível com a rotatividade da população. 

“Faz muita falta nesta região e também na Rua Noronha Torrezão. A cidade era cheia delas, mas muitas foram depredadas e não foram repostas. Falta muita educação para a população…”, reclama a aposentada Ormy Rodrigues, 65.

Zona Norte - Se na Zona Sul a queixa é pelo “sumiço” das já instaladas lixeiras, na Zona Norte a reclamação dos moradores é pela falta de implantação das mesmas. De acordo com eles, apenas as principais ruas do Fonseca e do Barreto receberam os equipamentos e, mesmo assim, o número não se adequa à população. A auxiliar de escritório Adriana Rocha, de 36 anos, opina que a situação vira um ciclo, pois, sem os depósitos, há lixo no chão e maior chance de enchentes na região. 

“A população não conhece o ditado ‘Lugar de lixo é na lixeira’. Já temos poucas disponíveis aqui no Barreto, e eles ainda jogam no chão. Isso quando não quebram”, comenta.
 
Nas ruas Dr. March e Luiz Palmier, no Barreto, as três papeleiras encontradas em cada via eram antigas e sem manutenção. Na Rua Desembargador Lima Castro, que liga o Fonseca a Santa Rosa e ao Cubango, também havia apenas três. A administradora Lúcia Pereira, 27, analisa que a degradação tem piorado há cerca de 3 anos pela falta de reposição dos equipamentos. 

“Na Zona Norte é difícil de encontrar lixeira, são entre três e quatro quarteirões até achar uma. Fico andando com a bolsa cheia de resíduo, pois não jogo na rua. Às vezes, encontramos uma, mas está sem tampa e sem fundo, complicado”, finaliza. 

Procurada, a Prefeitura de Niterói informou que as ruas para a instalação das papeleiras são selecionadas de acordo com fluxo de pessoas e as demandas dos contribuintes, priorizando os pontos de ônibus, áreas próximas a escolas e ao comércio em geral. A partir de agosto, haverá a reposição de 1.200 papeleiras na cidade. A reposição é realizada conforme a necessidade. A manutenção e a limpeza são feitas diariamente pelas equipes da Clin através dos distritos de cada área do município.

O Executivo informou ainda que a Clin disponibiliza aproximadamente duas mil papeleiras que estão distribuídas pela cidade para acondicionamento de pequenos detritos. Há cerca de um mês, foi realizada a substituição de papeleiras danificadas, por mau uso ou depredações, em toda a extensão da Orla da Boa Viagem até Jurujuba, na Praça Arariboia, no Centro; Rua Joaquim Távora, em Icaraí, Avenida Rui Barbosa, em São Francisco, em Várzea das Moças, e em parte da Alameda São Boaventura, no Fonseca.

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