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Nova estação contra o mosquito

Apesar da chikungunya, dengue e zika não darem trégua, é esperada queda nos casos com chegada do inverno

Pessoas com sintomas das doenças transmitidas pelo mosquito continuam buscando atendimento nas unidades de saúde de São Gonçalo

Foto: Arquivo/Marcelo Feitosa

De janeiro até o momento, Itaboraí registrou um aumento de 1.727% nos casos de dengue, zika e chikungunya, em relação ao mesmo período do ano passado. Em São Gonçalo, o crescimento da incidência foi de 123% entre janeiro e maio de 2017 e 2018; enquanto em Niterói são 34% de registros a mais entre janeiro e junho, em comparação ao ano passado. Diante do quadro, a chegada do inverno foi aguardada com expectativa nesses municípios, já que o tempo mais frio desfavorece a criação do mosquito e diminui sua proliferação.

Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), revelando que as cidades de Niterói, São Gonçalo e Maricá estão em situação de alerta, com 1,2%, 1,7% e 1,2% de índice de infestação do mosquito, enquanto o considerado tolerado é de 1%.

Em Itaboraí, a situação é mais crítica: o índice já atinge 4,9%, o que representa um risco de surto das arboviroses. O número de casos de dengue (3.113) entre janeiro e maio deste ano já supera em quase 280% todo o ano de 2017, quando foram feitas 821 notificações.

Quando os registros de chikungunya são avaliados, essa diferença é ainda maior: são 546% de casos a mais do que em todo o ano de 2017, sendo 4.693 notificações de janeiro a junho de 2018, contra 726 de janeiro a dezembro do ano passado, segundo dados da Prefeitura de Itaboraí.

Os casos de zika em Itaboraí são os menores, ainda assim sofreram um aumento de 200% na comparação entre janeiro e abril deste ano (36 notificações) e do ano passado (12 casos).

São Gonçalo – Em São Gonçalo o número de pessoas atingidas pelo vírus da chikungunya lidera o ranking: são 4.516 entre janeiro e maio deste ano, contra apenas 431 no mesmo período do ano passado. Isso representa um aumento de 947% nos registros. Os bairros de Santa Izabel, Pacheco, Amendoeira, Coelho e Sacramento têm mais incidência.

Já a dengue apresentou uma leve diminuição de 10% dos casos, com 1.562 notificações entre janeiro e maio deste ano, e 1.741 no mesmo período do ano passado. O maior número de casos foi identificado nos bairros do Coelho, Jardim Catarina, Porto Novo, Boaçu e Engenho Pequeno.

O mesmo acontece com a zika, que registra uma queda de 10% na comparação entre os mesmos períodos de 2018 (831) e 2017 (925). Esse tipo de arbovirose tem sido mais identificada, segundo a Prefeitura de São Gonçalo, em Santa Izabel, Pacheco, Coelho, Amendoeira e Monjolos.

Niterói – A chikungunya também é o principal medo dos niteroienses. A arbovirose, considerada uma das mais graves, já atingiu 1.540 pessoas entre 1º de janeiro e 8 de junho deste ano, de acordo com a Fundação Municipal de Saúde. Em 2017 foram 442 notificações entre janeiro e todo o mês de junho, um aumento de 248%, índice que ainda deve crescer até o fim deste mês.

Os casos de dengue também vêm crescendo, passando de 712, entre janeiro e junho de 2017, para 1.144, até o momento. As notificações de zika também apresentam uma tendência de aumento: foram 248 casos de janeiro a junho do ano passado, contra 228 de janeiro deste ano até o momento.

Os bairros com maior incidência das arboviroses são Engenhoca, Barreto e Tenente Jardim. Para diminuir esses índices, a Prefeitura de Niterói informou que intensificou o combate ao Aedes aegypti desde março.

Agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizam vistoria em casas e comércios com o objetivo de eliminar possíveis focos do inseto, fazem mutirões de combate à dengue também aos finais de semana, aplicam inseticida quando necessário, orientam os moradores e realizam distribuição de material informativo sobre medidas de prevenção. Além disso, o CCZ está utilizando o carro fumacê nos locais com maior incidência.

Maricá – Segundo a Secretaria de Saúde de Maricá, nos cinco primeiros meses deste ano foram confirmados 689 casos de chikungunya e 287 de dengue. Durante esse mesmo período, foram notificados 65 casos suspeitos de zika, no entanto, todos foram descartados. No município, estão sendo realizadas ações de identificação e tratamento dos focos do Aedes já localizados. Carros fumacê também circulam em rotas estabelecidas pela secretaria. 

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