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OAB: Advogados vão às urnas nesta quarta

Ao todo, mais de 100 mil estão aptos a eleger os representantes da classe para o próximo triênio

No âmbito estadual, seis chapas disputam o pleito que elegerá os novos representantes da categoria para o período 2019-2021

Douglas Macedo

Ao todo 102.039 advogados irão às urnas no Estado do Rio, nesta quarta-feira (21), das 9h às 17h, para escolher os representantes da classe pelo próximo triênio, que serão colocados na presidência da Ordem dos Advogados do Brasil nos âmbitos nacional, estadual e municipal. Para a seccional, seis chapas disputam o pleito, enquanto em Niterói, cinco grupos aspiram ocupar a liderança da entidade. Em São Gonçalo, duas chapas concorrem.

A disputa pela seção estadual do Rio de Janeiro é intensa. Contando com seis concorrentes à presidência, pautas que vão de prerrogativas a auditorias nas contas da Ordem permearam as campanhas no último mês. Luciano Bandeira Arantes, da Chapa 1, por exemplo, pretende lutar por melhorias no Judiciário, como a agilização processual, a prioridade para tramitação e expedição de mandados e alvará judicial, assim como ampliar a Escola Superior de Advocacia (ESA), com cursos de atualização e pós-graduação.

Já o candidato pela Chapa 2, Roque Z, pretende reduzir a anuidade e garantir a isenção dos estagiários. Também segundo o candidato, as prerrogativas, que segundo ele não são respeitadas por conta da inércia da OAB, passarão a ser. O candidato também quer realizar uma auditoria na CAARJ e na Ordem, no que diz respeito aos últimos 12 anos, contando com o auxílio do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Para Luciano Viveiros, da Chapa 3, a advocacia precisa de uma redenção. Para isto, o candidato pretende criar um Portal da Transparência da OAB e da CAARJ, além de afastar o órgão da política partidária, com foco na defesa das prerrogativas. O candidato também quer criar um banco de dados para a contratação de advogados.

O candidato à presidência pela Chapa 4 é Fernando Orotavo, que também tem como pauta implementar um Portal da Transparência e promete prestar contas de cada centavo arrecadado. Orotavo também afirma que, se eleito, irá promover uma rigorosa, efetiva e firme defesa das prerrogativas dos advogados, representando, inclusive, contra qualquer servidor público ou magistrado que viole-as.

Vitor Marcelo Rodrigues, candidato pela Chapa 5, afirma que como advogado militante, sempre sofreu as dificuldades da classe no dia a dia. Segundo o candidato, por este motivo, ele reuniu em sua chapa integrantes desde os mais jovens até os mais experientes, que comungam as mesmas ideias e que irão superar assuntos político-partidários, botando à frente os interesses da advocacia.

Rodrigo Salgado Martins, cabeça de chave da Chapa 6, quer implementar uma gestão transparente na OAB. Além disso, se eleito, promoverá uma reestruturação na Cdap, agindo na proteção dos advogados e realizando treinamento para os delegados da OAB. O candidato também pretende realizar uma profunda análise nas contas da CAARJ e da OAB.

Niterói – Na cidade, cinco chapas disputam a presidência da maior subseção da OAB do Brasil. Como presidenciável da Chapa 1, Claudio Roberto Vianna pretende, caso eleito, exercer uma gestão tendo como pilares básicos de sua plataforma a adoção de mecanismos para amenizar o retardamento dos trâmites processuais, bem como a busca nos procedimentos de mandados de pagamento e alvarás judiciais, prioridades nas tramitações. O candidato promete ainda que, em conjunto com a seccional do Rio, irá buscar esclarecimentos sobre os altos valores de custas judiciais e simplificará os recolhimentos dos GRERJ’s.

Já para Pedro Gomes de Oliveira, candidato à presidência pela Chapa 2, o órgão precisa de gestão de qualidade e eficiência, investindo no reforço institucional da Ordem. Por isto, o cabeça de chave pretende defender as prerrogativas dos advogados que, segundo ele, são frequentemente violadas. O candidato também declara que, se eleito, implementará transparência imediata dos números e contas da OAB-Niterói, por se preocupar com a repercussão social do trabalho da ordem.

Carlos Alberto Lima de Almeida, cabeça da Chapa 3, acredita ser a única opção que verdadeiramente representa uma renovação e oposição à atual gestão. Caso eleito, promete que sua gestão será pautada com transparência nas contas e gestão participativa. Ele também quer promover capacitações gratuitas e permanentes para os advogados e modernizar a comunicação.

A Chapa 4, do candidato Augusto Nunes, acredita que uma das soluções que podem ser adotadas para o que apontam como hiato na capacitação é um convênio educacional. Como pauta, o candidato pretende estreitar laços com a Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) para disponibilizar cursos online para a classe, aumentando, segundo ele, o aproveitamento dos advogados do município.

Ivan dos Santos Gonçalves, candidato ao cargo máximo da OAB-Niterói pela Chapa 5, acredita que não é possível concretizar uma candidatura sem ouvir seus pares. Por isto, o candidato ouviu seus colegas para entender as demandas. Para ele, existem duas questões a serem tratadas com urgência, que são o direito do trabalho e as problemáticas do mero aborrecimento.

São Gonçalo – Já na cidade vizinha, dois candidatos disputam a presidência da subseção. Na Chapa 1, Eliano Enzo, atual presidente que concorre à reeleição, promete que continuará defendendo e lutando contra as violações das prerrogativas da classe, aprimorando o trabalho já realizado e levando mais benefícios para os inscritos. Segundo o candidato, como advogado militante, ele sabe como os colegas sentem-se menosprezados perante outras subseções e, por isto, buscará a valorização dos advogados gonçalenses.

A Chapa 2, de oposição, tem como cabeça a advogada Andréa Tinoco. Caso seja eleita, Tinoco será a primeira presidente mulher em 52 anos de instituição. Como propostas, ela apresenta a criação de um portal de transparência, para que o advogado do município tenha ciência de onde o dinheiro recebido pela instituição é empregado. Ela também acredita que São Gonçalo precisa de uma OAB de luta para que o respeito da classe seja resgatado. 

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