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TransOceânica: obra tem nova etapa

Licitação para construção de 11 estações do BHS será lançada ainda este mês pela Prefeitura de Niterói

As duas maiores estações do projeto de mobilidade, no Engenho do Mato e em Charitas (foto) já estão prontas

Foto: Leonardo Simplício / Ascom Prefeitura de Niterói / Divulgação

A Prefeitura de Niterói lançará nas próximas semanas uma licitação para a construção de 11 estações de BHS (Bus of High Level of Service / Ônibus de Serviço de Alto Nível) da TransOceânica. As estações terão bilhetagem externa, como numa estação de Barcas ou Metrô, para reduzir o tempo de embarque e desembarque. As duas maiores estações, no início e fim da via, em Charitas e no Engenho do Mato, estão prontas. Outras 8, das 11 localizadas ao longo do traçado, estão com a infraestrutura, como encanamento, parte elétrica e concreto, concluídas. As unidades do trecho 7 e do trecho 6 passam por obras. A empresa vencedora da licitação irá construir as estações de acordo com o projeto. A verba será do financiamento do Banco Latino Americano de Desenvolvimento - Cooperação Andina de Fomento (CAF). 

As estações terão uma distância média de 400 metros entre elas, para que a população precise caminhar no máximo 200 metros para pegar o ônibus. Em Charitas, os usuários precisarão caminhar cerca de 30 metros entre a estação de BHS e à estação de catamarãs, diminuindo o tempo de embarque e desembarque de um modal para o outro. 

A TransOceânica terá 13 estações, ligando 11 bairros, e beneficiará 80 mil pessoas por dia. O corredor viário começa em Charitas, na Avenida Prefeito Silvio Picanço, em frente à Maternidade Municipal Alzira Reis, e termina no Engenho do Mato, na Estrada Francisco da Cruz Nunes, em frente ao quartel de Bombeiros.

No sistema BHS, os ônibus têm ar-condicionado, portas dos dois lados e circulam em faixas exclusivas. O trajeto entre a Região Oceânica e a Zona Sul de Niterói, que hoje é percorrido em uma hora, será reduzido à metade. “Uma cidade moderna não é aquela onde todos usam o carro. É uma cidade onde temos a possibilidade de nos deslocar por transportes alternativos, como a bicicleta, e por transporte coletivo de qualidade. Nos últimos anos estamos incentivando a bicicleta como um meio de mobilidade. Claro que isso é uma mudança de cultura, é um processo, mas realizamos medidas importantes como a implantação do plano cicloviário, que estruturamos em 2014 e está em curso”, esclarece o prefeito Rodrigo Neves, destacando ainda a implantação da ciclovia na Avenida Roberto Silveira, na Rua São Lourenço, na Rua Benjamin Constant e na Avenida Amaral Peixoto.

Pensando em alternativas para aumentar a mobilidade, a TransOceânica também terá uma ciclofaixa ao longo do seu traçado, totalizando 18,6 quilômetros de faixa exclusiva para os ciclistas, que vão se ligar a malha cicloviária com 57 quilômetros na Região Oceânica. Toda a via é composta por ciclovia, duas faixas para veículos e uma faixa exclusiva para ônibus, que será usada por coletivos normais e pelo BHS.

Números – Mais de 520 mil toneladas de pedras retiradas para a construção de um túnel de 1,3 mil quilômetro; cerca de 52.888 toneladas de concreto aplicadas e 36.060 toneladas a serem colocadas em um corredor viário de 9,3 quilômetros de extensão –  esses são os números da TransOceânica, maior obra viária realizada em Niterói nos últimos 40 anos e que vai mudar o paradigma da mobilidade da cidade.

Estão sendo investidos R$ 310 milhões, financiados com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal (R$ 292 milhões), e da Prefeitura (R$ 18 milhões). “Concebemos, junto com uma equipe de engenheiros e arquitetos, um modelo moderno e sustentável de mobilidade para a nossa cidade. Depois de décadas de abandono, estamos fazendo uma infraestrutura compatível com aquilo que é desejado pelos moradores da Região Oceânica. Passamos por dezenas de etapas nos ministérios da Cidade e do Planejamento, Tribunal de Contas, Secretaria do Tesouro Nacional, Banco Central, Caixa Econômica. Foi um projeto sério, auditado, teve estudo de impacto ambiental. Fizemos 150 desapropriações e nenhuma delas judicializada. Tudo isso para criar a TransOceânica, a maior obra de intervenção em infraestrutura urbana da história de Niterói que vai mudar completamente o paradigma da mobilidade na cidade”, destaca o prefeito Rodrigo Neves.

Parte da TransOceânica, o túnel Charitas-Cafubá, foi concluído em menos de dois anos pela atual gestão da Prefeitura. Formada pelas galerias Escritor Luís Antônio Pimentel (fluxo Charitas-Cafubá) e Prefeito João Sampaio (Cafubá-Charitas), a passagem liga os bairros de Charitas, ao lado do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, à Avenida Raul de Oliveira Rodrigues (antiga Avenida Sete), na Fazendinha, Região Oceânica.

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Comments

IVAN NOGUEIRA BASTOS JR
Cadê os acessos ao túnel?????????
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Paulo Moreira Branco
E a conclusão do túnel está prevista para o 1º trimestre de 2017. Ops! Já estamos no 1º trimestre... e cadê o túnel?
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Rogerio Henrique de Novaes
Fica difícil entender porque uma obra dessa envergadura conclui os 2 túneis, mas não conclui os seus acessos do lado Cafubá. O sr Prefeito inaugura os túneis em dezembro 2016, mas eles não servem pra nada, pois os acessos não foram concluídos. Quando o acesso lado Caufá - Charitas ficará concluído ? Quando o estacionamento subterrâneo de São Francisco ficará concluído ? Quando os ônibus do novo sistema começarão a circular ? Sinceramente, gostaria de ver mais reportagens do Fluminense mostrando a realidade dessa obra, que parece que não funcionará antes do final de 2017...
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Rogerio Henrique de Novaes
Gostaria de ver uma previsão realista quando o túnel será inaugurado e os seus acessos, principalmente o do lado Cafubá ?? Até agora, só marketing da prefeitura.....
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valber m salles
Sinceramente nao consigo ver nas obras ja efetuadas espaço para a ciclovia. So se tiver vinte centimetros ou for em cima do passeio de pedestres. |Torço para estar errado , mas esta dificil acreditar que haverá uma ciclovia decente.
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Christine Chinelli
Vias estreitas, ausência de recuos para ônibus, retirada de retornos, aumentando o fluxo de automóveis numa direção, curvas mal desenhadas, que não fazem concordância com as retas, perigosas e onde mal passam dois automóveis, ausência de ciclofaixas, sinalização tátil equivocada. É essa a grande obra da prefeitura??
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