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Caminhos apontam para a Itália

Poeta e diretor, Sady Bianchin fará uma performance-instalação na Bienal de Veneza, que começa dia 20 de julho

Sady é o único diretor brasileiro convidado e também o diretor de teatro que mais participou de festivais nacionais e internacionais em países como França, Peru, Itália, Colômbia, Portugal, Argentina, Chile, Cuba, entre outros

Foto: Divulgação/Lucas
 

O poeta e diretor de teatro niteroiense Sady Bianchin foi convidado pela Bienal de Veneza, que começa dia 20 de julho, para fazer uma performance-instalação no evento italiano, uma das mostras de arte de maior prestígio. Ele é o único diretor brasileiro convidado e também o diretor de teatro que mais participou de festivais nacionais e internacionais em países como França, Peru, Itália, Colômbia, Portugal, Argentina, Chile, Cuba, entre outros. 

“A proposta da direção da performance será um mosaico numa simbiose entre teatro e arquitetura, onde os vetores do palco, os atores e os intérpretes, exploram o cotidiano da evolução cultural humanística e seus objetos habitacionais, construindo espaços oníricos da imaginação de diferentes territorialidades, utilizando a linguagem narrativa dos contadores de história”, explica Sady sobre sua participação na Bienal, com a apresentação chamada “Mymba Kuera”, nome do tupi-guarani que quer dizer “pega bicho – cultura de resistência”. A equipe de montagem da performance conta com a atriz brasileira Marcela Giannini – como assistente de direção – e o arquiteto italiano Alessandro Tessari na cenografia. 

A Bienal de Veneza é uma exposição internacional de arte realizada de dois em dois anos, desde 1895, em Veneza, na Itália. O evento foi adquirindo caráter internacional nas primeiras décadas do século XX, e, a partir de 1907, vários países começaram a instalar pavilhões nacionais na exposição. A bienal organiza exposições multidisciplinares divididas em setores, como Arquitetura, Cinema, Dança, Teatro. Nessa edição, a Bienal de Teatro é de 20 de julho a 5 de agosto e a de Arquitetura vai até dezembro. As apresentações em questão serão dentro desse período, sempre aos fins de semana, começando dentro da Bienal de Teatro e terminando em novembro, na de Arquitetura.

“É uma forma de articular o saber global com o saber local, consolidando minha carreira internacional na área artística, sempre pensando no deslimite poético que a cena expandida se solidifica no contexto contemporâneo, mas sem perder a relação com o território, principalmente no momento político que atravessamos no Brasil. Neste sentido, é preciso viver a arte como um instrumento essencial para a transformação da realidade”, afirma o artista, que é graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, e em Comunicação Social pela Facha. 

Sady também conta que tem um longo histórico com a Itália, onde realizou seus estudos e pesquisas. É doutor em Teatro e Sociedade pela Università di Roma, onde foi orientado pelo diretor teatral, escritor e performático Dario Fo, prêmio Nobel em Literatura. Estudou também no Centro de Pesquisa Experimental criado por Jerzy Grotowski, que foi um diretor de teatro polaco e figura central no teatro do século XX. Sua primeira performance fora do Brasil foi também na Itália, na década de 1980, em Roma. 

“Alguns artistas italianos assistiram a meu trabalho de direção e atuação no Centro Cultural Banco do Brasil e ficaram impressionados com o caráter multilinguagem dos espetáculos e com o desenho da cena poética e filosófica que venho desenvolvendo. Resultado: me convidaram para este trabalho”, explica o diretor de teatro.

 

 

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