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Melodia e peso em São Gonçalo

Banda Lyria estará no ‘Universo do Rock Festival’, no Bar do Blues

A vocalista da Lyria, a mezzo soprano Aline Happ é o nome à frente da banda, que será uma das atrações do festival, que acontece em São Gonçalo dia 24

Foto: Divulgação

A banda Lyria é uma das atrações do “Universo do Rock Festival”, que acontece no próximo domingo, dia 24, no Bar do Blues. O evento promete brindar o público com 10 horas de rock and roll, com a participação de 10 bandas e 12 DJ’s.

Divulgando o seu primeiro álbum, “Catharsis”, lançado em 2014 por meio de financiamento coletivo, o Lyria, desde então, tem chamado a atenção, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, com um som galgado no heavy metal sinfônico com influências de nomes como Nightwish, com o vocal potente da bela mezzo soprano Aline Happ, que lidera a banda, formada ainda por Zig (baixo) e Eliezer (bateria) e, mais recentemente, pelos guitarristas Bruno Cardoso e Rod Wolf.

Ela concedeu uma entrevista a O FLUMINENSE, onde falou um pouco do trabalho da banda.

Como surgiu a ideia de formar a banda? Em que momento os integrantes se reuniram pra formar o Lyria?

Sempre tive o desejo de ter uma banda autoral, então, em 2012, criei o Lyria. Zig (baixo) e Eliezer (bateria) entraram em 2013. Agora, também contamos com Bruno Cardoso e Rod Wolf nas guitarras.

Como é fazer heavy metal, sobretudo nessa vertente sinfônica e industrial aqui no Brasil, onde o estilo infelizmente não é tão reconhecido?

É preciso ter bastante garra para crescer nesse cenário. Acredito que o maior problema é conseguir chegar até o público. Às vezes, é necessário fazer sucesso internacional antes de atingir o público brasileiro. Além disso, as pessoas ainda têm certo preconceito e acham que metal é só barulho. Mas, aos poucos, vamos trabalhando para mostrar nosso trabalho e conquistar nosso espaço.

O primeiro álbum de vocês, “Catharsis”, foi concebido através de crowdfunding. Como vocês conseguiram cativar os fãs para arrecadar os 8 mil dólares necessários para a gravação, produção e lançamento do trabalho?

Inicialmente, gravei um vídeo engraçadinho explicando o projeto e nossas intenções. Preparamos, então, as recompensas, que foram cds autografados, camisas, letras escritas a mão, versões de uma música e etc. Depois disso, veio o trabalho de divulgação. Foram quase dois meses sem dormir, buscando e conversando com os potenciais apoiadores. Até hoje mantenho contato com a maioria deles.

 

Foto: Divulgação

Você acredita que o futuro da música, sobretudo independente, está nessa interação direta entre artista e público?

Com certeza! Adoramos o contato com os fãs. Somos bem ativos no Facebook, por exemplo, publico fotos sobre o dia a dia e respondo os fãs sempre que possível. Como esse estilo de música é mais popular na Europa e nos EUA, o contato com os fãs estrangeiros foi algo natural. Na verdade, a maioria dos apoiadores do crowdfunding também era de fora do País. Pensando neles, nós lançamos uma modalidade de shows online desde o ano passado, na qual eles compram um ingresso e assistem quando quiserem.

Um, inclusive, tatuou o nome da banda, não é? Como é a responsabilidade de fazer música para esse cara e para outros milhares de fãs que contribuíram financeiramente para o álbum? A criatividade fica um pouco abalada?

Foi uma surpresa quando soubemos da tatuagem (risos). A responsabilidade é sempre alta, pois não queremos decepcionar aqueles que acreditaram em nós desde o princípio, que mostram tanto carinho por nós. Por isso, nós sempre colocamos paixão e verdade em tudo que fazemos. Nesse sentido, acredito que a criatividade não seja abalada, pelo contrário, isso nos motiva ainda mais.

Já tem alguma previsão para um álbum novo?

Ainda não. Estamos no processo de divulgação do “Catharsis” e temos um clipe novo saindo em breve. No entanto, já estamos trabalhando em novas músicas também.

A imagem do Lyria está quase que diretamente ligada à sua, dessa forma é inevitável perguntar, o que você acha dessa exposição? Não teme ficar rotulada mais pela beleza do que pelo talento musical?

Não tenho esse medo, acho normal. Acho que é comum ver a imagem dos vocalistas sendo explorada. Muitas vezes a primeira impressão está relacionada com a identidade visual da banda, seja pelos membros, pela capa de um álbum, etc. No nosso meio, os fãs geralmente apreciam mais o talento do que a beleza. 

Como está expectativa para o Universo Rock? É a primeira vez que vocês tocam no tradicional Bar do Blues e em São Gonçalo? O que o público presente pode esperar?

A expectativa é boa. Todo show que fazemos é sempre importante e acredito que vai ser muito legal tocar no Universo Rock. É a primeira vez que tocaremos em São Gonçalo e já ouvimos muito sobre o Bar do Blues. Acredito que o público vai adorar o evento como um todo e claro, estaremos lá com muita energia para recebe-los.

O Bar do Blues fica na Rua Coronel Serrado,, n° 926, Zé Garoto, em São Gonçalo. Dia 24 (domingo). Preço: R$ 10 (antecipado) e R$ 20 (no dia). Censura: 12 anos. Telefone: 96430-5279.

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