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Hora da preparação

Organização e disciplina são primordiais para se sair bem no Enem

De acordo com o professor de História Sandro Massarani, para que o processo de ensino não se torne maçante, é importante que o candidato conheça suas limitações

Foto: Lucas Benevides

A preparação para conseguir uma vaga em uma universidade, em muitos casos, é um momento estressante na vida do estudante. Para obter um resultado satisfatório, o candidato deve se preparar com antecedência. Para isso, é importante criar um plano de estudo a fim de que essa missão se torne um período mais tranquilo. Como forma de ajudar nesse momento, o curso pré-vestibular, também conhecido como “cursinho”, é uma tradicional ferramenta de ensino.     

“Em um cursinho, é muito importante ter poucos alunos em sala para que haja uma atenção maior na necessidade específica de cada um. Já dei aula em cursos com mais de 100 alunos em sala usando microfone com caixa de som, e a qualidade da aula é muito prejudicada. Além disso, acredito ser fundamental o aprendizado da matéria em sua totalidade e de forma bem esmiuçada, pois recebemos muitos alunos que não tiveram uma boa formação no ensino médio, e precisamos preencher esse vazio. Por isso, começar sempre do básico até chegar ao avançado”, acredita Sandro Massarani, professor de história que coordena um curso de pré-vestibular.

Para que o processo de ensino não se torne maçante, é importante que o candidato conheça suas limitações. 

“O aluno deve fazer um roteiro de estudo bem personalizado e alterá-lo pelo menos uma vez a cada mês. É importante o coordenador de um curso ou escola sentar com cada aluno, ver qual carreira o aluno vai tentar, quais são seus pontos fortes e fracos, e montar um planejamento em cima disso. Não precisa necessariamente seguir 100% do planejamento, mas é fundamental que o aluno estude todos os dias, e tenha uma intensa força de vontade”, diz o professor de História, que completa: “Ele precisa ter a noção de que, se não se dedicar profundamente, a aprovação pode não vir. E ele deve esperar não somente um ensino teórico, mas também a resolução de centenas e centenas de exercícios, pois este é um caminho que já provou ser eficaz”, recomenda o professor.

Com a popularização das redes sociais, alguns métodos de ensino se adaptaram à tecnologia. Atualmente, aplicativos e plataformas digitais são algumas das principais ferramentas utilizadas por estudantes que estão organizando um plano de estudos para os vestibulares. Pensando nesse fator, e baseado em experiências em cursos on-line e presenciais, o professor de Matemática e Física Alexandre Azevedo desenvolveu uma plataforma digital, a Fábrica D, que oferece aulas gravadas para que o estudante possa assistir dentro de seu planejamento.

“Com o método de ensino on-line é possível atingir uma quantidade enorme de alunos, muitos dos quais não poderiam pagar cursos presenciais que podem chegar a mais de R$ 2 mil por mês. Outra vantagem é a forma pelo qual o aluno pode melhor adaptar o seu horário de estudo, desde que ele tenha disciplina e foco para estudar distante de uma sala de aula tradicional. Com isso, uma desvantagem é o aluno não conseguir estabelecer uma rotina e acabar se perdendo. Para resolver esse problema, os cursos on-line fornecem planos de estudo, além de oferecerem aulas ao vivo, deixando a rotina do vestibulando um pouco mais amarrada, como seria num cursinho presencial”, explica o professor Alexandre.

E cada vez mais tem aumentado o número de estudantes no Brasil que acessam conteúdos educacionais, seja no YouTube ou outra plataforma. 

“Muitos excelentes professores, que já brilhavam em sala de aula, acabam tendo uma oportunidade de mostrar o seu trabalho para um público maior, pois as redes sociais também servem para revelar muitos novos talentos. No entanto, como tudo que ganha popularidade, pais e alunos devem estar atentos quanto à qualidade daquilo que estão usando para seus estudos. Há, inclusive, o canal YoutubeEdu, criado pelo próprio YouTube, que faz um trabalho com aulões ao vivo, juntando vários professores conhecidos do mundo on-line”, conta Alexandre. 

Plano de ensino proposto pelo professor Alexandre Azevedo

* Construir um calendário definindo o horário em que ele vai estudar cada matéria, em qual dia;

* Montar um cronograma sem metas impossíveis, definindo metas e sabendo qual matéria cai mais, qual cai menos, qual terá mais peso, qual terá menos peso. 

* Definir qual é a prioridade na hora do estudo: se o aluno vai fazer medicina, isso não significa que ele deva estudar apenas biologia. É claro que a mesma será importante para a sua futura carreira, mas, dentro das 180 questões do Enem, o número de questões de biologia representa uma quantidade bem pequena. Então, esse aluno de medicina deve, sim, estudar muito matemática, que tem 45 questões. Isso é só um exemplo. 

* Deve-se preocupar em estudar todas as matérias, tomando o cuidado de como distribuir as horas para cada assunto, levando também em consideração a resolução de exercícios e provas antigas, além de fazer resumos. 

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