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Horizontes abertos

Dominar uma segunda língua é imprescindível hoje em dia

Em Niterói, a Escola Canadense é a única Canadian School certificada no País, ou seja, o aluno que se formar na instituição ganha um diploma tanto de ensino brasileiro quanto o diploma como se tivesse estudado no Canadá

Foto: Lucas Benevides

Nos dias atuais, os benefícios do ensino bilíngue são muitos, e, quanto mais cedo a criança é exposta à segunda língua, maiores são os proveitos. A empregabilidade também é um dos pontos a serem levados em consideração na hora de escolher pela aquisição de uma segunda língua. O inglês, por ser o idioma que domina o mundo dos negócios, é o mais escolhido tanto por pais como pelas escolas.

Aprender uma ou mais línguas estrangeiras possibilita aos alunos inúmeras vantagens nos campos linguístico, cultural e cognitivo. No campo linguístico e cultural, por exemplo, o contato intenso com outros idiomas permite acessar com mais facilidade as diferentes comunidades linguísticas e, consequentemente, conhecer diferentes culturas.

Em Niterói, a Escola Canadense é a única Canadian School certificada no País, ou seja, o aluno que se formar na instituição ganha um diploma tanto de ensino brasileiro quanto o diploma como se tivesse estudado no Canadá. Antes mesmo da língua portuguesa, os alunos já aprendem palavras em inglês, o que facilita o futuro acadêmico.

Na Aliança Francesa, o ensino do francês vem acompanhado da imersão do aluno na cultura francófona

Foto: Lucas Benevides

“De um ano de idade até os quatro, as crianças estão na imersão completa no inglês. Todas as aulas da educação infantil, o que falam e fazem é totalmente em inglês. Quando completam cinco anos, que é a idade da pré-alfabetização, começamos a introduzir um pouco da língua portuguesa. Por que isso? Porque, a partir do ensino fundamental até o middle school, dividimos da seguinte maneira: Ciências, Matemática, Educação Física, Artes e Músicas são ensinadas em inglês. As disciplinas que são mais ligadas à cultura, como História e Geografia, são ensinadas em português. Já no ensino médio, o desenho é um pouco diferente, pois temos todo o currículo canadense a cumprir somado a todas as disciplinas do MEC”, explica a orientadora educacional Juliana Moreira.

Como já foi dito, além de ser básico nos dias atuais, aprender outra língua também faz com que o aluno adentre uma cultura. É o que acontece na Aliança Francesa. Há 135 anos no Brasil e 52 em Niterói, o local, além de oferecer aprendizado linguístico para os alunos, também os ensina a cultura do país que tem fortes laços com o Brasil. O curso funciona como um “consulado” da França, ou seja, estabelece uma relação da cultura de Niterói com o país, como detalha a professora Estela Moraes.

“O inglês é o básico, já nem se pergunta se você fala a língua inglesa. O francês entra com esse ‘plus’, esse algo a mais que a pessoa pode oferecer. A França e o Brasil têm uma ligação que explicamos bastante na Aliança, e isso é essencial. Nós herdamos muito a cultura da França. Por exemplo, quando Dom João VI se instala no Brasil, ele começa a fazer a construção do palácio da Quinta da Boa Vista, se preocupando em trazer peças raras e artistas para fazer a arquitetura e esculturas do local. Quem veio para fazer tudo isso foi a missão francesa”, explica Estela, que complementa que grande parte dos alunos escolhe falar francês não porque os pais mandaram, mas porque querem conhecer tanto a língua quanto o país.

Consuelo Sucharov, do Fórum Cultural, em Itaipu, explica que o inglês é aprendido através de uma metodologia baseada nas experiências

Foto: Lucas Benevides

“Na escola, eles percebem que a França pode oferecer muito para eles”, pontua. 

Metodologia

Uma das partes mais importantes é a metodologia de ensino. Em Niterói, sete escolas adotaram o Edify, programa bilíngue para escolas regulares totalmente focado em projetos, com metodologia baseada no aprendizado por meio de experiências. Ele não oferece, por exemplo, conteúdos de outras disciplinas curriculares lecionados na língua inglesa. Ele é um reforço do ensino de inglês, com direito a diversas atividades que estimulam o aluno a adquirir habilidades socioemocionais que vão além do aprendizado da língua, para que o idioma seja usado em situações práticas, e para que ele possa desenvolver a fluência na segunda língua. 

“Com o Edify, a nossa escola fez com que os alunos praticamente tratassem o inglês como uma língua materna, pois, mais do que ensinar, o idioma é importante para que eles mergulhem em toda uma cultura. No Fórum Cultural, ensinamos um inglês britânico, que é um inglês mais sutil, uma pronúncia mais fechada e mais objetivo do que o inglês americano. Outro método bastante interessante que fazemos aqui: se um aluno quiser aprender o sotaque de alguém que mora na Austrália, nós fazemos uma transmissão via Skype com uma pessoa da mesma idade para trocarem experiência”, conta Consuelo Sucharova, diretora da escola Fórum Cultural, que adotou o programa. 

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