Assine o fluminense

Mangueira comemora o título


Desfile das Campeãs da verde e rosa foi marcado por muita emoção

Comissão de Frente homenageou a vereadora Marielle Franco

Foto: Douglas Macedo

A mais aguardada da noite, a Estação Primeira de Mangueira era só festa ao passar pela Marquês de Sapucaí. O público permaneceu em peso nas arquibancadas para saudar a grande campeã do carnaval de 2019. Com um enredo carregado de críticas, a verde e rosa lavou a alma e fez toda a Passarela do Samba soltar a voz.

Nas arquibancadas, o público também fazia seu protesto, segurando placas com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada no ano passado no Rio de Janeiro. Foi em homenagem à ela que a Comissão de Frente abriu o desfile.

Assim como Marielle, que pautou sua vida na busca por direitos dos menos favorecidos, a Mangueira deu visibilidade aos personagens da História do Brasil que muito lutaram, mas não ganharam fama. Heróis não oficiais, desde a época do descobrimento, a independência e abolição, até os dias atuais, ganharam o merecido destaque.

O casal Matheus Olivério e Squel Jorge emocionaram com uma fantasia verde e rosa, um pedido pessoal dos dois. Eles mergulharam na estética indígena, num contexto de valorização heroica e construção épica do índio brasileiro antes da chegada de Cabral.

Abraçado com uma bandeira da Estação Primeira de Mangueira, o carnavalesco Leandro Vieira se divertiu durante o desfile, convidando todo o público a sambar com a verde e rosa. Ao passar pela pista, ele era chamado por mangueirenses, que agradeciam por mais um título que ele trouxe.

À frente da bateria, Evelyn Bastos, que ocupa o posto desde 2014, personificou a escrava Esperança Garcia, que ousou aos denunciar por escrito as violências que sofria em uma fazenda no Piauí. Segundo ela, a vitória da Mangueira representa a vitória do Brasil.

Personagens pouco conhecidos, mas que transformaram a história do país, foram lembrados. Entre eles, Cunhambebe, chefe indígena que comandou o combate aos escravistas coloniais portugueses.

Uma das mais polêmicas, a última alegoria trouxe uma variação de livros, numa versão possível de uma história do Brasil, com seus personagens históricos. E assim, a Mangueira fez sua própria história nesse carnaval.

Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comments

Veja também

Scroll To Top