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Delegado pede nome de militares ao CML

Militares deram sequência ao patrulhamento no Complexo do Salgueiro

Militares deram sequência ao patrulhamento no Complexo do Salgueiro

Marcelo Feitosa

O delegado titular da 72ª DP (Mutuá), Roberto Gomes, instaurou inquérito para apurar a denúncia de que uma família foi atacada a tiros por militares das Forças Armadas durante megaoperação realizada no Salgueiro, em São Gonçalo, na madrugada de segunda. Na ocasião, um pescador de 23 anos foi baleado. Segundo o delegado, foi requisitada ao Comando Militar do Leste (CML), a identificação dos envolvidos no fato.  De acordo com a polícia, o CML tem prazo predeterminado de até 10 dias para informar os nomes dos militares. 

Ainda de acordo com o delegado, a polícia requisitou também o boletim de atendimento do Hospital Alberto Torres (Heat), para onde os militares levaram a vítima após os tiros. Nesta terça-feira (17), a vítima esteve no Instituto Médico Legal (IML) para fazer exames de corpo de delito. 

“Se após os dez dias não tivermos uma resposta, vamos cobrar novamente. E, dependendo da situação, podem vir a responder por algum crime, como desobediência por exemplo. Mas acredito que haja resposta. Até porque eles costumam instaurar procedimento interno também”, declarou o delegado. 

O Comando Militar do Leste (CML) voltou a emitir nota informando que “foi cientificado, na tarde desta segunda-feira (16), de registro de ocorrência envolvendo militares que realizaram operação na área do Complexo do Salgueiro e Jardim Catarina, iniciada na noite de 15 de Julho. A narrativa da ocorrência atribui a procedimentos de militares do Comando Conjunto a causa de ferimentos infligidos a cidadão que transitava pela área abrangida pela operação. Seguindo procedimento constante das diretrizes do Interventor Federal, foi determinada a instauração imediata de Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar e esclarecer as circunstâncias relatadas no registro da ocorrência”. 

O pescador teve o carro atingido por disparos quando passava pela Estrada de Itaóca, no Complexo do Salgueiro. A vítima estava com a mulher e o filho de dois anos no carro, que segundo ele teria sido fuzilado pelos militares com mais de 30 tiros. A mulher e a criança não se feriram.

Nesta terça-feira (17), homens das Forças Armadas deram continuidade ao patrulhamento no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. Os militares realizaram blitz em diversos pontos da comunidade e revistaram veículos em busca de drogas e armas.  Apesar da presença dos militares, não houve confrontos e todos os serviços funcionaram normalmente. 

Algumas viaturas circularam com o telefone do Disque-denúncia para incentivar os moradores a colaborarem com o trabalho dos militares. Até o fechamento desta edição, o Comando Militar do Leste ainda não havia se pronunciado sobre se durante o patrulhamento houve alguma prisão ou apreensão. 

Por redes sociais, moradores do bairro apoiavam a operação dos militares, que se estendeu ao bairro Laranjal.

 
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Comments

Elson Luiz
É importante que todo o processo seja realizado com lisura e transparência!!!! Isso ajuda a não permitir sensacionalismo e imagem distorcida!
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