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Confronto deixa três mortos e dois feridos no Salgueiro

Tropas federais realizaram ação para coibir o tráfico e o roubo de cargas

Veículos blindados foram utilizados na operação em São Gonçalo, que mobilizou cerca de 1,2 mil agentes

Marcelo Feitosa

rês suspeitos de tráfico morreram e dois foram baleados em confronto com tropas federais durante operação realizada na manhã de ontem no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

A ação, desencadeada pelo Comando Conjunto em apoio à Polícia Federal, mobilizou cerca de 1,2 mil agentes, que utilizaram veículos blindados. Segundo o Comando Conjunto, aeronaves deram suporte pelo ar e o espaço aéreo foi restringido na região.

Por volta das 5h, as tropas, as forças federais cercaram a comunidade e deram início às incursões. Os agentes foram recebidos a tiros por bandidos armados, e houve intenso confronto.

Dois suspeitos morreram no local, e outro no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, para onde foram levados os feridos. Dois suspeitos estão internados na unidade sob custódia.

Segundo a polícia, os dois mortos teriam participação em roubos de carga na região. 

De acordo com o Comando Conjunto, a operação prossegue por tempo indeterminado. Até o momento foram quatro pessoas presas, três óbitos de civis em decorrência de confronto com as forças de segurança, dois fuzis apreendidos, 282 revistas pessoais e de veículos, e nenhum civil inocente ou agente de segurança ferido na ação.

Militares revistaram veículos atrás de suspeitos com drogas e armas

Marcelo Feitosa

Moradores e pânico – Segundo relatos de moradores, quem aguardava na fila para atendimento em um posto de saúde no Porto do Rosa teve que se abrigar por conta dos tiros no início da operação.

Os militares realizaram blitze em vários acessos aos Complexo do Salgueiro. Na Avenida Flávio Monteiro de Barros, no Porto do Rosa, os agentes revistaram pedestres, motociclistas e caminhões de carga.

Na Estrada da Conceição, no Mutuaguaçu, os militares também revistavam ônibus à procura de suspeitos. 

Desde julho do ano passado, militares fazem operações em favelas e rodovias no Rio de Janeiro. A segurança pública do Estado está sob intervenção federal desde fevereiro deste ano. 

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