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Homem faz reféns dentro do CDD dos Correios de Maricá

Motivo seria a encomenda dele que não estava no local

Equipes do Grupo de Negociação e Análise (GNA) do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) estão em Maricá

Foto: Via WhatsApp OFLU

Um capitão do Exército rendeu funcionários dos Correios de Maricá e fez, por pouco mais de 40 minutos, funcionários e clientes reféns após descobrir que uma encomenda não tinha chegado na unidade. Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram chamados para negociar a libertação dos reféns, o que aconteceu antes da chegada dos agentes, no entanto, o militar só se entregou mais de duas horas depois após a promessa de que encomenda seria entregue.

Armado com uma pistola, o militar de 32 anos, chegou na unidade, localizada no bairro de Itapeba, às 10h. Após perguntar a funcionários sobre uma encomenda que estava agendada para chegar nesta quinta-feira (8), o capitão foi informado que a mesma havia voltado para a unidade central de Benfica, Zona Norte do Rio, o que despertou sua ira. Ele tirou uma pistola da cintura e começou a ameaçar funcionários.

“Todos começaram a correr para os fundos da unidade com medo de que ele atirasse. Uma pessoa ligou para a Polícia avisando sobre o ocorrido e então ele disse que só sairia da unidade com a encomenda e que não queria ser preso”, disse uma professora que estava na agência para pegar uma entrega.

Policiais do 12º BPM (Niterói) chegaram ao local do crime e convenceram o homem a soltar os reféns, o que aconteceu 40 minutos depois. Agentes do Grupo de Negociação e Análise (GNA) do Bope chegaram ao local e então iniciaram a negociação para que ele se entregasse. O militar pediu então a presença da Polícia do Exército para negociar. O militar só se entregou às 14h15. Ele foi encaminhado para o Hospital Central do Exército (HCE), em Benfica, onde permanecerá preso sob custódia.

Segundo uma nota oficial dos Correios, a respeito da encomenda que motivou o incidente, os Correios esclarecem que o objeto foi encaminhado para devolução ao remetente porque o endereço indicado para a entrega estava incorreto (indicava uma quadra inexistente), o que impossibilitou a localização do destinatário pelo carteiro.

O Comando Militar do Leste (CME) não se pronunciou sobre o caso.

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