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Militares envolvidos na morte de músico não farão patrulhamento

Os nove colocados em liberdade pelo STM também não portarão armas

Coronel Carlos Cinelli, porta-voz do CML, informou a decisão

Tamaz Silva/Agência Brasil

Os nove militares envolvidos nas mortes do músico Evaldo dos Santos e do catador Luciano Macedo, colocados em liberdade por ordem do Superior Tribunal Militar (STM), não poderão participar de operações externas, patrulhamentos nem de qualquer atividade com uso de armas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira  pelo coronel Carlos Cinelli, porta-voz do Comando Militar do Leste (CML).

“Embora não tenha havido nenhuma restrição ou medida cautelar imposta pela Justiça Militar, o Comando Militar do Leste decidiu que os militares não participarão de quaisquer operações, patrulhamentos ou qualquer atividade que envolva o emprego de armamento. No mais, eles se integram à rotina interna normal das unidades respectivas”, explicou Cinelli.

O porta-voz disse que o alvará de soltura dos militares foi expedido pela Justiça Militar e cumprido por volta das 9h30 de sexta-feira. 

Tragédia – A equipe se envolveu na morte de Evaldo e Luciano no último dia 7, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, na área da Vila Militar. O carro onde estava Evaldo com sua família foi confundido com o de criminosos que haviam disparado contra a guarnição, momentos antes. O veículo foi atingido por mais de 80 tiros e Evaldo, de 51 anos, morreu na hora. 

Também baleado, o catador Luciano Macedo, que foi ajudar a tirar as pessoas de dentro do veículo, morreu dias depois. 

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