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DH prende três acusados de integrar milícia em Maricá

Um deles é suspeito da morte de cinco jovens no mês passado. PMs chefiariam organização criminosa

Delegada Barbara Lomba, da DH, fala durante coletiva à imprensa na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Rio

Foto: Marcelo Feitosa

Três suspeitos de integrar uma milícia que atua em Maricá foram presos na manhã desta segunda-feira (9), em Itaipuaçu, durante uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio. Entre os presos está João Paulo Firmino, suspeito de atirar e matar cinco jovens no último dia 25 de março, no Condomínio Carlos Marighella, do programa Minha Casa Minha Vida, em Itaipuaçu. Os outros presos são Jefferson Moraes Ramos e Flávio Ferreira Martins. Com dois acusados foram apreendidos, segundo a polícia, um carro e duas motos roubados, drogas e uma arma de uso restrito. 

Contra o trio foram cumpridos mandados de prisão temporária. Ainda foram cumpridos seis  mandados de busca e apreensão, sendo dois deles em residências de policiais militares também suspeitos de integrar a milícia. Um deles é lotado no 7º BPM (São Gonçalo).

Durante coletiva realizada na Cidade da Polícia Civil, no bairro Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, o subchefe operacional da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, disse que milícia e o tráfico de drogas estão “se confundindo”. 

“A forma de atuar desses dois grupos está muito semelhante. A prisão desses envolvidos é uma vitória. Queremos deixar claro que para a Polícia Civil é prioridade dar fim ou pelo menos combater de forma enérgica o crime organizado. Seja milícia, tráfico de entorpecentes ou crime de colarinho branco. Vamos atrás de quem estiver praticando crimes”, declarou. 

O diretor do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DPGE), delegado Marcos Vinicius, disse que a operação que prendeu os acusados faz parte de um conjunto ações que a Polícia Civil está realizando com o Ministério Público. Barbara Lomba, titular da DH de Niterói, disse que a polícia chegou aos suspeitos ligando inquéritos de homicídios cometidos na região em 2015. 

“Nesse inquérito mais antigo havia um depoimento que nos indicou um possível mapeamento desse grupo e que os policiais militares seriam o chefes da milícia. As investigações apontaram que o suspeito [de matar os jovens] estava sozinho no local do crime. Não há, ainda, comprovação da presença de outras pessoas no local. As investigações vão continuar para sabermos quem foi o mandante dos homicídios, pois certamente houve alguém que autorizou esses crimes”, destacou. 

A delegada lembrou que já nas investigações preliminares foi apontada a participação de milicianos, pelo modo como as vítimas foram executadas. A delegada contou que o grupo atuava impondo medo aos moradores.

Segundo a polícia, testemunhas contaram que o autor dos disparos chegou no local já dizendo ser miliciano. 

Os cinco mortos tinham entre 16 e 20 anos, participavam de um projeto social ligado à cultura do rap e davam aulas para crianças. Eles voltavam de um show do rapper Projota quando foram executados. 

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