 |  | | A acusação de agressão e discriminação de um transexual contra o padre da Igreja Matriz de São Gonçalo causou indignação na comunidade católica durante a semana.
Representantes da igreja procuraram a reportagem de O FLUMINENSE na manhã deste sábado e comentaram sobre a confusão ocorrida durante a missa das 19 horas, no último domingo, entre o sacerdote da igreja, padre Ademar Pimenta, e o fiel transexual Fabiano Fontes Figueira, de 30 anos.
De acordo com Fabiano, mais conhecido como "Mayara", o padre Ademar o agrediu e o provocou por causa de sua opção sexual. Ao contrário do que dissera o transexual, o seminarista Flávio Thurler Moreira relatou que foi Fabiano quem agrediu o padre. De acordo com o religioso, padre Ademar rezava a missa normalmente, quando citou uma passagem da Bíblia que dizia sobre a família ser composta da união entre um homem e uma mulher e seus descendentes.
"Foi uma surpresa e me causou estranheza quando ele teve essa atitude. Ele simplesmente saiu do lugar onde estava e subiu ao altar. Arrancou o microfone das mãos do padre Ademar e proferiu palavras de baixo calão e preconceituosas como ‘macaco’ e ‘preto safado", relatou o seminarista.
Defesa – O advogado do padre Ademar, Cícero Matos, diz acompanhar o caso de perto. Para ele, a atitude de Fabiano foi premeditada.
"De acordo com o Artigo 208 do Código Penal, um culto de qualquer espécie não pode ser interrompido. Estamos atentos aos acontecimentos", comentou o advogado.
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