Cerca de 150 adolescentes, com idades entre 12 e 17 anos, que estudam no Ciep Almedorina Azevedo, em São Gonçalo, participaram na manhã de ontem do primeiro dia de atividades do projeto Favela Fantasy, nas areias de Icaraí. A iniciativa é fruto de parceria entre uma escola de vôlei de praia niteroiense e o Ministério das Relações Exteriores da Holanda.
Outras 650 crianças de cinco escolas públicas de Niterói e São Gonçalo também serão beneficiadas com as atividades durante o programa no Brasil, que terá duração de três semanas. São elas: Escola Estadual Mariana Sodré, Colégio Municipal Julia Cortines, Colégio Estadual Dorval Ferreira da Cunha e Colégio Estadual Aurelino Leal, Escola Municipal Paulo de Almeida Campos.
Comandados por uma equipe de 22 holandeses e 12 brasileiros, os estudantes, divididos em seis grupos, divertiram-se aprendendo a jogar vôlei e participando de jogos típicos do país europeu. Os coordenadores montaram ainda uma espécie de questionário sobre os costumes da Holanda, que fez bastante sucesso entre os alunos.
Uma das mais empolgadas com o projeto era Carmem Lúcia Vieira, de 15 anos.
"Aprendi diversas coisas, entre elas que lá não existem favelas como aqui. Eles também contaram quais são as comidas brasileiras que fazem mais sucesso por lá", conta a jovem entusiasmada.
Segundo a coordenadora da equipe brasileira do projeto, Isabela Carvalho, o conteúdo das atividades que são promovidas ao longo desses dias, ainda será decidido. No entanto, ela destaca que o objetivo é focar no esporte também como maneira de integração.
Os representantes do projeto trabalharam durante dois meses apresentando o programa para as escolas das duas cidades e essas cinco foram as que demonstraram interesse em participar.
O coordenador holandês do projeto, Hans Derks, ressalta a importância do convívio e da troca de experiências entre os dois países.
"Vim ao Brasil apenas por ser o melhor lugar para se jogar vôlei de praia no mundo. No entanto, logo percebi a diferença de oportunidades que existe entre as pessoas. Nosso objetivo principal é diminuir essa diferença através do esporte e ajudar as mais carentes, dando oportunidade às crianças que não poderiam pagar", explica Derks.