A cidade de Maricá está se revelando um grande celeiro de jovens e promissores atletas. Ano após ano, diversos esportistas do município se destacam competindo em todos os estados brasileiros e até em outros países. Alguns exemplos desta geração vitoriosa são os irmãos lutadores de caratê Larissa e Eric Barbosa, de 15 e 14 anos, respectivamente, e a nadadora Mariana Mello, 15 anos.
O currículo dos irmãos lutadores é impressionante. Eric é campeão sul-americano, pan-americano, bicampeão Brasileiro nos últimos dois anos e campeão da Copa do Brasil de caratê no ano passado. Larissa não fica para trás. Ela também é campeã pan-americana e vice sul-americana, tetracampeã consecutiva do Brasileiro e do Estadual nos últimos quatro anos. Com tantos compromissos internacionais, os jovens caratecas já têm muita experiência.
"É muito bom porque temos a oportunidade de estar próximos dos nossos ídolos enquanto estamos viajando e podemos aprender com eles. Foi sensacional quando fomos convocados para a Seleção Brasileira. É interessante também porque podemos lutar com pessoas de outros países e conhecer muita gente", disse Larissa.
O treinamento para se tornar campeão no esporte é duro. Eles têm uma rotina pesada todos os dias para manter a forma para as competições. De manhã cedo, treino físico na academia. À tarde, eles frequentam a escola e logo depois começam a treinar. Eric Barbosa garante que, depois de sete anos treinando, o corpo se acostuma com o ritmo forte das atividades.
"É complicado, temos que nos adequar. A rotina de treinos é pesada, mas temos que fazer porque queremos muito continuar com a nossa carreira de atletas", afirmou Eric.
Outro jovem talento que está chamando a atenção nas piscinas de toda a América do Sul é a nadadora Mariana Mello. A jovem de 15 anos foi vencedora de três provas no Inter-Regional de natação em piscinas de 25m que disputou pelo Vasco da Gama: os 100m livres, 400m livres e revezamento 4x50 Medley. Além disso, ela ajudou o seu clube a alcançar o terceiro lugar no Sul-Americano Interclubes de natação em piscinas de 50m disputado no Chile, em junho.
Mariana começou a nadar aos dois anos por conta de um problema respiratório. Nem ela esperava crescer tanto no esporte. Mas, desde que começou a competir, aos 11 anos, a nadadora não parou de vencer. Especializada em provas de longa distância, ela foi campeã da Travessia de Itaipu e ficou com a prata na etapa de Búzios do Campeonato Estadual/Faberj de travessias aquáticas. Ela explica o sucesso nesse tipo de competição.
"Sou uma atleta que tem muita resistência. Não tenho muita explosão muscular para alcançar altas velocidades em pouco tempo, mas consigo render muito bem em provas com mais tempo. No entanto, treino os dois tipos de disputa sempre, para estar preparada para qualquer desafio", revelou a jovem nadadora.
A vida de atleta também pesa para Mariana. Ela afirma que muitas vezes tem que deixar de sair com os amigos para se preparar para as competições, mas a nadadora acredita que fará o que for preciso para alcançar seu sonho.
"Tem muitas festas que não posso ir, tenho que sempre dormir cedo para treinar de manhã no dia seguinte. Mas é isso que eu desejo para minha vida e vou correr atrás do meu sonho que é conseguir chegar a uma olimpíada e, quem sabe, trazer uma medalha pro Brasil", disse Mariana.
Bruno Pietro e o sonho olímpico
Outro talento de Maricá é o remador Bruno Pietro. O atleta do Flamengo coleciona bons resultados nos últimos anos. Ele foi campeão estadual no ano passado, na categoria Skiff, venceu três etapas da categoria Four Skiff e este ano já venceu uma. Para ele, continuar alcançando as vitórias é o mais importante.
"Comecei a remar com 12 anos, mas só aos 15 fui para o Flamengo. Eu desejo continuar vencendo e ajudando meu clube. Quero buscar as Olimpíadas", disse Bruno.
Para o remador, o que explica o crescimento dos esportes em Maricá é a vontade dos atletas. Para ele, esses jovens esportistas merecem ser reconhecidos pelo esforço que fazem para vencer nas competições. O próprio Bruno é um exemplo. Todos os dias, ele sai de sua casa em Maricá às 4h20 da manhã para ir treinar no Rubro-Negro.
"Saio de casa às 4h20 e às 6 horas já estou treinando lá no Fla. Às 15h30 pego o ônibus de volta e vou direto para o colégio. Acho que o motivo pro esporte crescer aqui na cidade é a vontade do pessoal que tá competindo. Os atletas daqui merecem mérito", concluiu Bruno.