 |  | | Mais de dois anos após a licitação para o início das obras, a população de Niterói aguarda com expectativa o fim das intervenções na Alameda São Boaventura, no Fonseca, Zona Norte de Niterói. Com a conclusão da parte sob responsabilidade do Governo do Estado, a Prefeitura assumiu as últimas intervenções para o pleno funcionamento do corredor viário. O presidente da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), José Roberto Mocarzel, informou que as obras estarão concluídas até o final de março.
"Esta é uma parceria com o Governo do Estado, que realizou algumas obras, e a Prefeitura, que está realizando outras. A gente, por exemplo, ficou responsável pelo recapeamento do asfalto, que já está sendo realizado, e pela iluminação, jardinagem e sinalização viária, que está a cargo na Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans)", explicou. "É um grande mutirão, envolvendo vários órgãos da administração municipal", completou Mocarzel.
De acordo com o projeto, a iluminação pública na Alameda será composta por postes de calçada, voltados para as estações, com três metros de altura e lâmpadas eficientes de multivapor metálico. Serão instalados, também, 72 abrigos de pontos de ônibus e 89 blocos semafóricos – dotados de repetidor, sinal de pedestres e botoeira sonora – contemplando 16 travessias. Os semáforos serão controlados por um sistema de monitoramento eletrônico responsável pela sincronização dos fluxos das estações e da Alameda. Serão implantadas, ainda, novas placas de trânsito e sinalização viária horizontal.
Transtornos - Mas enquanto o projeto não é concluído, a população reclama dos frequentes congestionamentos no local. Segundo a comerciante Orfi Mendonça, de 45 anos, o trânsito é complicado, inclusive à noite. "Às vezes eu levo quase uma hora do trabalho para casa, ambos aqui mesmo no Fonseca", reclamou.
O Corredor Viário da Alameda São Boaventura é considerado um dos projetos mais importantes para reorganização do sistema viário de Niterói, com reflexos positivos no trânsito de toda a região e nos municípios vizinhos. Em sua primeira etapa, foram gastos R$ 6,9 milhões na construção de duas faixas exclusivas para ônibus nas pistas que margeiam o canal que corta a Alameda, e seis plataformas de embarque e desembarque. A expectativa é de que a velocidade média dos veículos na hora do rush, que, hoje, não passa de 9 km/h, seja triplicada. A segunda e última etapa do projeto está orçada em R$ 1 milhão. Por hora, trafegam pela Alameda uma média de 2,5 mil veículos e 300 ônibus municipais e intermunicipais.
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