Os cursos de aperfeiçoamento (escolas de babás), além de suprirem as candidatas com informações sobre segurança, higiene e saúde infantil, são uma porta entreaberta para o mercado de trabalho. Aquelas que fazem o curso e apresentam um bom rendimento, levam, em média, 15 dias para conseguirem empregos, com salários a partir de R$ 400. Cerca de 60 alunas fazem o curso por mês e geralmente 50 passam por todo o processo e ficam aptas para o mercado.
Danielle Couto, de 26 anos, sempre gostou de criança, fez o curso normal de nível médio para dar aulas a crianças de 1ª a 4ª série e trabalhou numa creche durante dois anos cuidando de crianças de 3 meses a 4 anos. Danielle procurou o curso de babás da Kanguruh para se atualizar e para poder entrar nesse mercado mais rápido.
"O curso me atualizou, recebi um mundo novo de conhecimentos e cuidados com as crianças. A gente pensa que sabe tudo, mas tem muito mais para aprender", explica ela, que atualmente está trabalhando e recebe R$ 500 por mês.
Para Luciane Vasconcelos, coordenadora pedagógica e coordenadora do curso de formação de babás da Maternagem, a babá completa tem que ter conhecimentos sobre nutrição, primeiros socorros, psicologia infantil e, em alguns casos, ser até treinada para defender a criança de possíveis seqüestros.
"Cerca de 50 profissionais procuram mensalmente o curso, mas nem todas o fazem. É preciso ser comprometida com a função e gostar do que faz", conta Luciane.
A empresária Juiara Miranda, de 35 anos, mãe da pequena Júlia de 1 ano e 4 meses, passou pelas mesmas dificuldades que Roberta quando sua filha nasceu. Os avós da Júlia, tanto maternos, quanto paternos moram longe e precisou de alguém com experiência, de confiança e com qualificações para ajudá-la nos cuidados com a menina. Juiara então procurou a Kanguruh e contratou Elisabete da Conceição, de 29 anos.
Segundo Juiara, a Elisabete é uma ótima profissional com ótimas noções de segurança e cuidados com a saúde do bebê, atenta e preocupada.
"Já havia contrato outra pessoa, mas ela estava desatualizada e tinha vícios como sacudir demais a Júlia na hora de colocá-la para dormir, entre outras coisas erradas que as pessoas desinformadas e sem o devido preparo fazem", explica Juiara.
Elisabete, a babá da Júlia, trabalhava no comércio, mas essa não era sua verdadeira vocação e ela fez cursos de patologia clínica e de formação de babás.
"O que achei mais importante foram às aulas de segurança. Nos dias de hoje, é necessário estar sempre atenta", relata Elisabete, que trabalha de segunda a sábado e recebe um salário de R$ 1 mil.
Em homenagem a essas profissionais tão dedicadas a Câmara dos Vereadores aprovou o Dia da Babá. Será no terceiro domingo de maio, um domingo depois do Dia das Mães, a partir deste ano.
Continuação na matéria:"Oportunidades de qualificação"