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Barroso defende seu voto



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso defendeu nesta quinta-feira (9) seu voto favorável ao aumento de 16% no salário dos ministros da Corte, ao dizer que seu posicionamento foi o de permitir que o Congresso avalie o assunto e decida.

“Eu votei a favor de que o Congresso possa deliberar sobre essa matéria. Portanto, em uma democracia quem tem que tomar as decisões sobre os gastos públicos é o Congresso, e acho que o Supremo não deveria barrar a possibilidade de os juízes reivindicarem no Congresso. Agora, se o Congresso acha próprio ou não dar esse aumento é uma questão política”, disse, após participar de um evento numa faculdade da capital paulista.

Questionado se achava que o reajuste seria apropriado no momento econômico que o país atravessa, Barroso deixou o local sem responder.

Debate – No evento, Barroso falou sobre a judicialização excessiva no Brasil e dos problemas enfrentados pelo STF. Ele destacou que o Judiciário passou a ser “politicamente relevante” em razão da fraca atração que o legislativo faz sobre jovens idealistas.

“A política no Brasil, pelo custo e pelo contágio, ela deixou de atrair as novas vocações, os jovens idealistas. Onde é que essa gente foi parar? No Judiciário ou no Ministério Público, e daí tentam mudar o mundo através da judicialização”, disse Barroso.

“O que nós precisamos fazer no Brasil para diminuir a judicialização é requalificar a política e devolver a política ao centro do palco. Hoje em dia, uma discussão no Supremo atrai mais o debate público do que uma discussão no parlamento. É uma distorção completa, mas é o que acontece”, disse. 

O ministro disse ainda que a judicialização é causada também pelo mau desenho institucional do país, que faz a corte assumir o papel de juiz criminal de primeira instância, e entrar em embates com a sociedade ou com a classe política.

“Nesses casos de corrupção, quando eles são apreciados no Supremo, ou o Supremo funciona mal, e frequentemente funciona [mal], e você se desgasta com a sociedade, ou ele funciona bem, você pune e cria um atrito com a classe política. Nós temos no Brasil um problema de desenho institucional”, disse.

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Comentários

Eduardo Pereira
Mais blábláblá na lingua que só o barroso acha que entende. Pergunta 1: vai gastar a grana se este Congresso capacho e sem moral "aprovar" ou vai devolver o aumento? Pergunta 2: dada a situação do Brasil real onde a grana saiu dos Programas Sociais para ir para judiciário amigo e para quem menos precisa o papudo do barroso ( o nome combina com a personalidade, convenhamos ) ai lutar para que este tipo de distorção, que um Congresso sem sangue provavelmente vai aprovar , nunca mais aconteçam? E o problema disso, que parece não incomodar ninguem que aprovou esta "merdida" é o efeito cascata pois ate o moro vai conseguir este aumento. A coisa ta feia no Brasil real mas nunca esteve tão bem para o Judiciário.
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