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Bruno Serpa Pinto

O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói fala sobre o mercado de imóveis na cidade

FGTS: importante aliado na compra de imóveis



Milhões de brasileiros querem se livrar do aluguel e ter a sua casa própria. Mas esse passo tão significativo também vem acompanhado de importantes decisões e, talvez a mais determinante, é a forma de pagamento escolhida. Uma das opções mais pesquisadas e indicadas para dar uma força na hora da compra é o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O saldo só pode ser retirado em situações previstas por lei e uma delas é justamente a compra de imóveis. Se o trabalhador tem um valor alto para receber, o ideal é utilizar este pé de meia – seja para dar a entrada no imóvel, comprá-lo à vista ou amortizar o pagamento de prestações.

Muitos brasileiros já recorrem a essa prática. De janeiro a setembro de 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC), 2.586 trabalhadores participantes do consórcio de imóveis utilizaram cerca de R$ 112,05 milhões do saldo das contas do FGTS. Desse valor, 62% foi direcionado para a aquisição de imóveis prontos, 17,6% no abatimento do saldo devedor, 9,7% para liquidação de saldo devedor, 6% no pagamento de parte das prestações e 4,4% em compra de imóvel em construção.

Uma coisa é certa: se você quer fazer seu dinheiro render, há opções bem melhores do que deixá-lo no fundo. Uma das principais críticas ao FGTS é que ele rende pouco e, se o trabalhador pudesse colocar esse dinheiro em outras aplicações, teria um retorno maior. Para se ter uma ideia, em 2018, o rendimento de cerca de 3% desse fundo ficou abaixo da inflação, que foi de 4,32%. A poupança, por exemplo, que é a aplicação mais popular entre os brasileiros, rende 4,55% ao ano. Quando o seu dinheiro fica parado, ele desvaloriza, ou seja, perde poder de compra.

Novo limite em vigor

Desde outubro do ano passado, entrou em vigor o novo limite máximo do valor do imóvel que pode ser adquirido utilizando recursos do FGTS. O teto, anteriormente de R$ 950 mil, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal, passou agora a R$ 1,5 milhão.

As condições são excelentes para quem tem oportunidade de investir e aproveitar o último momento de vantagens antes da alta dos preços. Aconselhamos aos leitores da coluna que busquem as imobiliárias associadas à ADEMI-Niterói para encontrar informações sobre os empreendimentos mais adequados para você e sua família no município.

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