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Bruno Serpa Pinto

O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói fala sobre o mercado de imóveis na cidade

Recuperação de vendas cria 'apagão' de imóveis



De acordo com dados divulgados pela Câmara Brasileira de Indústria da Construção (CBIC), um crescimento mais intenso da economia em 2019 ou 2020 pode gerar um “problema sério” de falta de imóveis residenciais no país. O diagnóstico foi traçado durante divulgação de indicadores da construção civil no segundo trimestre.

No período, o número de unidades vendidas (29,9 mil, em alta de 32% em um ano) superou mais uma vez a quantidade de lançadas (25,4 mil, ou salto de 19,9%). Se considerado o primeiro semestre, as vendas avançaram 29%, frente alta de 2% nos lançamentos. O quadro diminuiu os estoques para 124,7 mil unidades em junho ante 145,6 mil um ano antes (-14,4%). 

Na prática, isso significa que, mantido o ritmo atual na relação entre lançamentos e vendas, o estoque de imóveis duraria 12 meses. Se não houver reposição, em setembro de 2019 não existirão mais imóveis novos já construídos à venda. Esse esvaziamento pode acelerar se o país voltar a crescer a um ritmo de 3% ao ano. Pelas projeções, se as construtoras voltassem a produzir a todo vapor a partir de 2019, os estoques só seriam regularizados em 2022.

Em Niterói

Para quem vislumbra garantir a casa própria em breve, o momento de agir é agora. Atualmente, estão sendo entregues as últimas unidades lançadas em Niterói e já está em curso um processo de elevação nos preços devido ao baixo estoque de moradias. Icaraí, a região mais procurada no município devido a sua alta qualidade de vida, é um exemplo desse processo.

O bairro é o mais populoso da Zona Sul, atualmente com 85 mil pessoas para 32 mil domicílios, e conta proporcionalmente com o estoque mais baixo da cidade. Hoje, temos apenas 89 unidades de imóveis novos, sendo apenas de 2 a 4 quartos. É muito baixo para um local com tamanha procura e altíssima renda.

Nos próximos meses, com a venda das unidades em estoque e a previsão de poucos lançamentos, a tendência é a de que falte imóvel. Como já indica a lei da oferta e da procura, os preços terão alta de até 35% em comparação com o estoque.

Quem tem condições de comprar, conseguirá ótimos descontos. Os compradores também têm as taxas de financiamento imobiliário historicamente mais baixas disponíveis para contratação. Ao longo do fim de 2018 haverá novas oportunidades para adquirir seu imóvel e ainda sair com a casa mobiliada e decorada. Procure as incorporadoras da cidade, o momento de garantir a sua casa própria é agora. Não perca essa chance.

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