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Bruno Serpa Pinto

O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói fala sobre o mercado de imóveis na cidade

Setor de petróleo prepara retomada para 2019



Após três anos de escassez, o setor de óleo e gás no Brasil começa a ensaiar uma retomada para 2019, como resultado dos leilões promovidos pelo governo e da elevação das cotações internacionais. O período de fortes reduções nos quadros de funcionários e fechamento de fábricas parece ter ficado para trás.

Entre 2011 e 2016, a redução no número de poços foi vertiginosa, reflexo da queda das cotações e dos cinco anos sem ofertas de novas áreas no país. No entanto, com o preço do petróleo em alta no mercado internacional – o barril é negociado acima dos US$ 70 – e o calendário de leilões a todo vapor, o otimismo está em alta para a maior demanda de projetos, contratação de pessoal e a criação de políticas de retenção de funcionários.

Um dos principais sinais positivos dessa retomada é o anúncio recente do lucro da Petrobras. A estatal, profundamente impactada pelos escândalos de corrupção, apresentou um dos piores resultados da sua história no ano passado. Em contrapartida, fechou o terceiro trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 6,6 bilhões. O resultado é 2.300% superior aos R$ 266 milhões do mesmo período de 2017. 

Levantamento da agência E&P Brasil, especializada em energia, mostra que petroleiras já licenciaram no Ibama a perfuração de 23 poços exploratórios no próximo ano. É um patamar equivalente ao de 2014 e quase três vezes maior do que o registrado em 2017.

Segundo projeções da Abespetro, que reúne as empresas prestadoras de serviço da cadeia de petróleo, a expectativa é que o total de empregos passe dos 399 mil neste ano para 515 mil no ano que vem – ou seja, 116 mil vagas a mais.

Destaque para o Rio

Projetos que antes estavam represados passaram a ser economicamente viáveis com a alta do preço do petróleo. O Rio de Janeiro tende a ganhar destaque, dizem especialistas, já que há investimentos para recuperar os campos na Bacia de Campos e a retomada de projetos no Leste Fluminense, como o Comperj, o complexo petroquímico de Itaboraí. 

Além dos empregos, essas regiões voltarão a atrair a atenção do mercado imobiliário, valorizadas pelas perspectivas estimulantes para todos os empreendedores. Os investimentos deverão movimentar recursos privados e públicos para a economia e, em consequência, a demanda por habitação.

Precisamos continuar nesse caminho para que o Brasil possa, cada vez mais, transformar suas riquezas naturais em desenvolvimento, empregos e bem-estar para a população. Esse é o nosso desafio.

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