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Campanha alerta para ligação entre sonegação e corrupção

Em 2016, foram recuperados R$ 120 bilhões somente com créditos provenientes de ocultação fiscal

Presidente do Sindifisco Niterói, Marcelo Bragança Bazhuni, elucida que os tão frequentes atos de corrupção ocorridos no Brasil são, quase sempre, precedidos pelo crime de sonegação

Foto: Arquivo / Agência Brasil

Em 2016, a Receita Federal conseguiu recuperar, aos cofres brasileiros, R$ 120 bilhões de créditos provenientes de sonegação fiscal. Esse valor corresponde a quase 10% de toda a arrecadação federal. Tal feito, em meio à gravíssima crise econômica enfrentada pelo País, só foi possível por meio do trabalho dos auditores fiscais, que lançaram uma campanha nacional com o objetivo de elucidar a ligação entre a sonegação de impostos e a corrupção no Brasil.

O presidente local do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Niterói), Marcelo Bragança Bazhuni, elucida que os tão frequentes atos de corrupção ocorridos no Brasil são, quase sempre, precedidos pelo crime de sonegação.

“A corrupção – que é a base de tudo de ruim que assola o Brasil – e a sonegação andam de mãos dadas e precisam ser combatidas. Elas estão sempre interligadas e são as responsáveis pela precariedade dos serviços públicos. Nesse momento, em que o servidor público é o principal alvo, queremos alertar que o Estado não vive sem a atividade do auditor fiscal”, afirma Bazhuni.

As atividades desenvolvidas pelos auditores fiscais são essenciais para o funcionamento do Estado. Bazhuni explica que, por conta da “extorsão tributária aplicada no País”, muitos empresários buscam o caminho da sonegação.

“O ideal seria uma adequação da atual legislação tributária, simplificando e reduzindo os impostos. Se isso não acontece, continuamos nesse ciclo vicioso, que faz tão mal ao País. Certamente, reduzindo a carga tributária e aperfeiçoando o investimento, a fiscalização e a investigação da Receita, a arrecadação sobe. O aumento de impostos não é o mais justo e nem o mais inteligente método de aumento de arrecadação”, explica o presidente.

Atualmente o Brasil possui 12 mil auditores fiscais em atividade, sendo que cerca de quatro mil deles já possuem os requisitos necessários para a aposentadoria. “Nossa área precisa de uma renovação contínua do quadro, de um concurso. Se isso não acontecer, ocorrerá uma carga negativa muito grande para o funcionamento da máquina arrecadatória”, alerta.

Prefeitura de Niterói – Marcelo Bazhuni utiliza como exemplo de gestão fiscal a administração da Prefeitura de Niterói. A Cidade Sorriso foi a única do Estado do Rio a alcançar a excelência na gestão das contas públicas em 2016, se estabelecendo em 6º lugar no ranking nacional. Em 2012, a Prefeitura de Niterói ocupava o 2.188º lugar na referida classificação nacional, apontada pela Firjan.

“Precisamos fazer no Brasil o que foi feito aqui em Niterói. A eficiência administrativa tributária levou a cidade a um patamar de destaque no cenário nacional, através do uso da tecnologia da informação, da organização tributária e da simplificação da legislação. O segredo desse grande sucesso foi a contratação de mais fiscais de tributos para combater a sonegação”, conclui o presidente Marcelo Bazhuni.
A campanha do Sindifisco pode ser acessada através do site http://www.somosauditores.com.br/corrupcao-e-sonegacao.html. n

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