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Carlos Vidotto: Vamos sair do pântano econômico?

A economia brasileira atingiu o ponto morto em 2014. Nos anos seguintes engrenou a marcha à ré. A riqueza produzida no país (PIB) acumulou queda de 8,8%. Em 2017 e 2018 não engatou a marcha da retomada. Para um país com 210 milhões de habitantes,   paralisia é um desastre econômico e social.

As fábricas produzem pouco porque vendem pouco. Sem produção diminuem empregos e salários, derrubando a renda. Sem renda, as pessoas não gastam e as empresas não vendem, em um círculo vicioso. Com a paralisia econômica o governo arrecada menos, cai a qualidade dos serviços públicos, educação, saúde. A segurança pública se deteriora, as milícias se fortalecem.

Embora a paralisia derrube a arrecadação do governo, suas despesas continuam crescendo, gerando o famoso déficit público. Parte dos empresários e da mídia sustenta que o déficit é a causa da paralisia, quando ocorre na verdade o oposto. Desde 2015 os governos cortam despesas para reduzir o déficit público, contraindo mais a renda, aprofundando o círculo vicioso.

E o novo governo? Por ora promete seguir a mesma cartilha, cortando despesas. Também anuncia duas cartadas. Primeiro, a reforma da Previdência, tema em que há alguma verdade e muita injustiça e onde cada governo fez um pedaço – FHC, Lula, Dilma e (quase) o Temer. Segundo, a privatização de estatais, que anima empresários que contam com preços lá embaixo. Pode ajudar as contas do governo, mas não geram os gastos que fazem rodar a economia.

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