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Coaching & Gestão

Palestrante, coach, mentor e escritor, José Haddad tem mais de 30 anos de experiência profissional, já tendo ocupado cargos executivos em grandes empresas, treinando e motivando profissionais

A desumana justiça humana



Passados alguns milênios, mesmo considerando toda a evolução, o ser humano ainda se questiona sobre uma padronização abrangente de conduta jurídica onde se idealize imparcialidade e consenso.

Embora a história da humanidade demonstre que os advogados foram e ainda são os grandes responsáveis pela luta dos direitos e garantias fundamentais à todos os cidadãos, como conseguir lograr êxito em tarefa tão nobre, quando o estímulo ao exercício da democracia é substituído pelo controle das massas? Onde a hierarquia se estabelece pelo poder e não pela ordem, onde vemos aqui e ali, o império do dinheiro sobre a ética, a descompostura trajada de autoridade, o silêncio abraçando a razão, a mentira e o medo apagando a dignidade?

De que deve se orgulhar o homem do Direito, quando o corporativismo empoderado ignora tacitamente a própria Lei? 

O sistema carcerário, que em suma resume grande parte dos atributos da Justiça,  por conceito, deveria existir na lógica de punir o comportamento e salvar a pessoa. Ao contrário, o que vemos é a punição da pessoa e somente isso. Nos remete à era da humanidade rudimentar.

O Direito deveria se inspirar naqueles que, historicamente, sempre estiveram engajados na luta por um mundo justo e fraterno. Aqueles que inspiraram e inspiram a profissão bem exercida. Homens do quilate de um Santo Ivo (patrono dos advogados no mundo), que tinha por título  “Advogado dos Pobres”. Defendia toda sorte de necessitados. O homem mais estimado da Bretanha pela integridade e imparcialidade.

Por outro lado, em pleno século XXI, na era da realidade quântica, a sociedade não deveria encarar a Justiça como mera vingança do instinto humano, mas sim, como a busca do equilíbrio, da reparação possível e da sociabilização.

Fico triste em identificar uma sociedade que ainda se compraz com a desgraça do próximo, como fazia o povo nas arenas romanas à 2000 anos atrás. Que se balsamiza no olho por olho, no dente por dente, como na era de Moisés.

Não compreendo como pode causar alegria a alguns, a prisão de um humano.  Alegria pelo que?  O processo de se fazer justiça deveria causar sim, reflexão profunda do contexto ao qual ainda nos encontramos. Reflexão de o quanto contribuímos ou não de alguma forma para retroalimentação de um estado de coisas ruins com as quais ainda temos que conviver.

Aproveitando o Natal que se aproxima, deixo como inspiração à nossa jornada evolutiva, pensamentos daquele que melhor exerceu o que conhecemos como justiça no mundo, mesmo sendo tão injustiçado. O Grande  Juiz: “Brilhe Vossa Luz!” ; “Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.” ; “ Coragem, Eu venci o mundo. Comigo também vencerás!”.

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