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Educação e Novas Tecnologias

Suzana é graduada em pedagogia pela Uerj e em música pela UFRJ. Especializada em educação à distância e em planejamento, implementação e avaliação pela PUC-MG. Professora de música e de ensino religioso da rede municipal do Rio de Janeiro e palestrante internacional sobre o tema e-learning.

Coluna 10/08/219



Marlúcia de Freitas, de 78 anos, é conectada ao mundo virtual

Reprodução

YouTube: ação e empoderamento

O YouTube tem transformado a forma das pessoas verem o mundo. A audiência do YouTube superou a da TV e outro dado importante é que as mulheres ultrapassam os homens em horas assistindo vídeos. Uma característica a se considerar é a concentração dispensada nessa tarefa, ou seja, enquanto 37% das mulheres assistem seus vídeos não realizam outra atividade contra 18% de foco na TV. Outro ponto importante é que tanto mulheres quanto homens admitem que só se sentem à vontade de tomarem decisões depois de assistirem vídeos.

Antes da era digital os veículos tradicionais traziam seus conteúdos restritos com visões unilaterais, limitando o público à passividade e absorção das informações transmitidas. Com o advento da internet e suas plataformas digitais o “poder da comunicação, educação e do convencimento” muda de lado, deixando espaço para a busca dos interesses pessoais dos indivíduos, democratizando o acesso e a produção de culturas variadas para toda diversidade de público.  Nesta diversidade que surge o empoderamento feminino, quando avaliado.  As suas buscas na rede suplantam tarefas domésticas e questões maternais.  Elas mobilizam conversas profissionais, abordam seus pontos de vista e compartilham suas histórias.

Zonas de interesse nas buscas 

A pesquisa realizada no “YouTube Insights” sobre os hábitos de consumo das pessoas do YouTube, nos informa que há quatro zonas de interesse da busca de vídeos pelas mulheres, são eles: entretenimento, conhecimento, conexão e identidade.   

• Entretenimento – Está ligado ao relaxamento, ou seja, as dicas de viagem, de pousadas e hotéis, de lazer em geral. As mulheres compartilham suas impressões que vão perfazendo um todo na opinião alheia.

• Conhecimento - Este tópico está ligado à busca de aprendizagem em algum ramo que se queira aperfeiçoar.  Citamos dicas de maquiagem, orientação de como fazer escova no cabelo, como trocar a porta da geladeira, enfim toda sorte de informação que se deseja obter para fazer algo.

• Conexão – A conexão está ligada às relações que estabelecemos com pessoas que têm algo simbiótico conosco, como: artistas, grupos de interesse e demais pessoas que tenham gostos semelhantes aos nossos.

• Identidade - Esta tem a ver com a descoberta do próprio ser humano e a forma de se chegar a si mesmo, num autoconhecimento, exemplificando, mulheres que tiraram a mama falam de sua experiência e encorajam outras que precisam passar por este procedimento.

Essa coleta de dados e análise do YouTube é um demonstrativo de que essa plataforma pode ser um agente de transformação pessoal, reforçando a identidade, se estendendo pela sociedade e aperfeiçoando as relações humanas.
 

 

O filme é estrelado pelo ator Lázaro Ramos, como Laerte

Divulgação

Filme da Semana 

O longa-metragem “Tudo que aprendemos juntos”, dirigido por Sérgio Machado, conta a história real de um violinista frustrado que, após falhar em um teste para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, passa a se dedicar a lecionar música na comunidade de Heliópolis, para adolescentes em situação de vulnerabilidade social, na capital paulista.

Em meio à falta de recursos e violência, o professor descobre um garoto com talento excepcional, mas acaba descobrindo que o diamante a ser lapidado está envolvido com o tráfico de drogas da região. A história narrada no filme serve como representação do nascimento da Orquestra Sinfônica de Heliópolis. (Colaboração Amanda Fernandes)

 
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