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Devolvidas obras de arte roubadas



Três desenhos e uma litogravura foram levados da Biblioteca Nacional e estavam no acervo do Itaú Cultural

Quatro obras de arte que haviam sido roubadas em 2004 da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, foram devolvidas ao acervo da instituição. As peças, três desenhos de Franz Keller-Leuzinger e uma litogravura de Buvelot & Moreau, estavam na coleção Itaú Cultural e foram identificadas, através de perícia, como pertencentes à biblioteca.

Em abril deste ano, a Biblioteca Nacional e Itaú Cultural assinaram um convênio de devolução, sob a suspeita de que parte do acervo comprado pelo Itaú de um colecionador era, na verdade, roubada.

Com o acordo, 102 obras que estavam na coleção do banco foram submetidas à perícia. Desse total, algumas receberam laudo inconclusivo, pois foram manipuladas, lavadas ou recoloridas e apenas 32 foram identificadas como não pertencentes à Biblioteca Nacional. As obras devolvidas faziam parte, atualmente, da Coleção Brasiliana Itaú. Segundo a Biblioteca Nacional, os três desenhos de Keller–Leuzinger (intitulados “Cena de pesca após tempestade”, “Manaus” e “Rio Moju”) foram identificados facilmente porque são obras únicas e a instituição tem farta documentação sobre a aquisição deles.

Já a litogravura de Buvelot & Moreau foi modificada. Segundo os peritos, a imagem era monocromática, mas foi raspada e colorida há poucos anos com lápis de cor, ferramenta que não se usava no século XIX. Ainda assim, a peça foi reconhecida porque os técnicos conseguiram identificar, com uma luz especial, o número do cofre onde ela ficou guardada na biblioteca.

Ladrão confesso – As obras roubadas foram localizadas por meio de cartas escritas no início do ano passado por Laérssio Oliveira, que confessou ter furtado as peças. Na ocasião, ele revelou que as gravuras do alemão Emil Bausch tinham sido roubadas por ele da biblioteca e vendidas ao colecionador Ruy Souza e Silva, que, por sua vez, foram vendidas ao Itaú. Diante da declaração, a instituição mandou as obras para a perícia na Biblioteca Nacional, que confirmou serem de seu acervo, e elas foram devolvidas.
Segundo a Biblioteca Nacional, a instituição sofreu com dois grandes roubos em 2004 e 2005, sob a presidência de Pedro Correa do Lago, que também é o curador da coleção Itaú.

A Polícia Federal investiga o caso e deve ouvir na próxima semana Pedro Correa do Lago e o colecionador Ruy Souza e Silva. Laérssio  e a direção do Itaú Cultural já deram seus depoimentos. 

Outro caso – A Polícia Civil do Rio está aguardando a transferência de São Paulo, onde foi feito o registro de ocorrência pela empresa transportadora, para investigar o roubo de obras do artista plástico português Isaque Pinheiro, quando estavam sendo levadas do Paço Imperial para a dotART Galeria, em Belo Horizonte. O roubo ocorreu na Via Dutra, na altura de Belfort Roxo, na Baixada Fluminense, no dia 27 de novembro. 

 

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