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Incêndio deixa dezenas de mortos e feridos em Portugal

Primeiro ministro português falou em maior tragédia da história do país dos últimos anos

Um incêndio florestal de grandes proporções, iniciado na tarde deste sábado (17), já deixou 61 mortos no distrito de Leiria, na região nordeste de Portugal, segundo o Secretário de Administração Interna de Portugal, Jorge Gomes. Pelo menos 54 pessoas ficaram feridas. O governo português decretou três dias de luto nacional. 

O primeiro-ministro, António Costa, visitou a região atingida e disse que "seguramente é a maior tragédia nacional" dos últimos anos no país.  

O maior número de vítimas foi registrado na vila de Pedrogão Grande, mas o fogo se alastrou também pelas regiões de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera.  

Segundo Jorge Gomes, o incêndio tem quatro frentes ativas, duas das quais de "extrema violência". Balanços tem sido divulgados de hora em hora e o número de vítimas pode aumentar.  

Ao todo, 687 bombeiros e 224 viaturas foram acionados para tentar controlar as chamas, mas segundo o governo português há outros incêndios florestais no país que impedem o emprego integral das forças. 

O governo espanhol foi acionado e enviou equipes para auxiliar no combate ao fogo. Por meio do Mecanismo de Proteção Civil, a União Europeia enviou três aviões para ajudar nos trabalhos de controle do incêndio. 

A Polícia Judiciária de Portugal ainda investiga as causas das chamas, mas informou não considerar o incêndio como tendo origem criminosa, sendo o mais provável que tenha se iniciado com um raio caindo sobre alguma árvore seca e posteriormente espalhado pelos fortes ventos que atingem a região. 

Os incêndios florestais em Portugal são comuns durante o verão europeu. No sábado, uma onda de calor elevou as temperaturas a patamares acima dos 40 graus Celsius. 

A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Espanha, Manoel Rajoy, ligaram para o primeiro-ministro português, António Costa, para prestar solidariedade e oferecer ajuda.

(Com agência Lusa)

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