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INSS: economia com revisão de benefícios deve ser de R$ 8 bi



Cancelamentos estão na casa de 30%, diz ministro do Desenvolvimento Social

Alberto Beltrame disse que atualmente há 1,5 milhão recebendo auxílios do INSS sem revisão

Walter Campanato/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, disse nesta quinta-feira (16) que as revisões de benefícios pagos pelo governo como o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez deverão gerar economia anual de R$ 8 bilhões a partir do ano que vem.

Segundo Beltrame, as perícias feitas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que têm o objetivo de trazer de volta ao mercado pessoas que já recuperaram a capacidade de trabalho, estão próximas do marco de 1 milhão – das quais 700 mil foram realizadas nos últimos cinco meses.

Beltrame e outros ministros do núcleo social participaram nesta quinta, no Palácio do Planalto, de uma reunião com o presidente Michel Temer com o intuito de apresentar um balanço sobre as ações na área nos últimos dois anos.

Após o encontro, Beltrame disse que os auxiliares de Temer deverão entregar um “relatório consolidado” sobre as ações realizadas no período e o que ainda resta a fazer nos últimos quatro meses de governo.

Auxílios-doença – O ministro voltou a apresentar a previsão inicial de que os benefícios previdenciários deverão gerar uma economia de R$ 20 bilhões até 2019, sendo R$ 15 bilhões com o cancelamento de auxílios-doença pagos indevidamente. Ele disse que o número “subiu vertiginosamente” desde 2005 e que, atualmente, há 1,5 milhão de pessoas recebendo os auxílios do INSS “sem qualquer revisão”.

“Se o cancelamento se mantiver em torno de 30%, como está acontecendo até agora, a economia prevista só na aposentadoria por invalidez é em torno de R$ 5 bilhões”, disse. 
Segundo Alberto Beltrame, até esta quinta, o fim de benefícios gerou um corte de R$ 10,3 bilhões, valor que deve dobrar até o primeiro semestre de 2020. A partir daí, a estimativa é que deixem de ser gastos anualmente R$ 8 bilhões, com a meta de repassar os valores a aproximadamente 1,1 milhão de beneficiários, acrescentou.

Agência Brasil 

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