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Malas: apartamento foi emprestado a Geddel

Proprietário confirmou a cessão do imóvel em Salvador ao ex-ministro

Na terça-feira, a PF encontrou malas e caixas cheias de dinheiro no apartamento

Foto: Divulgação / Polícia Federal

O proprietário do apartamento em que a Polícia Federal (PF) encontrou R$ 51 milhões atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, confirmou à Polícia Federal (PF) o empréstimo do imóvel a Geddel. O depoimento foi prestado após intimação para depor, na sede da PF, na capital baiana.

A confirmação foi dada pelo Superintendente da Polícia Federal na Bahia, Daniel Madruga. Segundo o delegado, Silveira teria emprestado o apartamento – localizado no bairro da Graça, em Salvador – a Geddel, para que guardasse os pertences do pai, que morreu no ano passado. Conforme relatou Madruga, Silveira disse não saber da real intenção do ex-ministro quando solicitou o empréstimo do apartamento.

O superintendente informou, ainda, que Geddel Vieira Lima deve ser intimado para explicar a origem do dinheiro. O depoimento, no entanto, deve ser dado em Brasília, já que as investigações ocorrem na 10ª Vara da Justiça Federal, na capital federal.

“Importante destacar que possuir e ter o dinheiro, por si só, não é crime. Essa investigação, que está em curso em Brasília, vai apurar se a origem do dinheiro é ou não lícita”, disse o delegado.

A Operação Tesouro Perdido foi autorizada pelo juiz Federal Wallisney Oliveira, que viu indícios de fraudes na liberação de créditos na Caixa Econômica Federal (Caixa), entre 2011 e 2013, período em que Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica. O montante encontrado  nas malas e caixas no apartamento estava coberto por um lençol. No dia da operação, na última terça-feira, a PF levou cerca de 12 horas para contar todas as cédulas, em máquinas de uma empresa de transporte de valores.

Os R$ 51 milhões já foram adicionados ao processo, que vai investigar a procedência do dinheiro e se tem mesmo ligação com Geddel Vieira Lima. Daniel Madruga a relatar a surpresa dos policiais, ao encontrar um grande volume de dinheiro, quando esperavam encontrar documentos.

Até o momento, a defesa do ex-ministro não se manifestou sobre a operação da PF. 

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