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Municípios devem decretar calamidade para obter ajuda



Segundo secretária, o Estado só pode entrar com recursos onde o município decrete estado de calamidade

A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, Fabiana Bentes, disse hoje (10) que o Estado poderá atuar com mais força se a prefeitura da capital decretar estado de calamidade, diante dos estragos causados pelo temporal que começou na noite de segunda-feira (8). Ela garantiu, no entanto, que a pasta já vem atuando para prestar auxílio nas regiões impactadas.

A secretária esteve hoje no Instituto Médico Legal (IML), no Rio, onde famílias aguardam a liberação dos corpos das vítimas. Ontem (10), o número de mortos subiu para 10. De acordo com Fabiana, a dimensão dos estragos impõe dificuldades para o trabalho. "A chuva se alastrou. Nós temos recursos humanos limitados, mas nossas equipes estão em todas as áreas".

Ao menos 70 famílias estão desabrigadas ou desalojadas por causa das chuvas. Na noite de ontem (9), um novo deslizamento de terra assustou moradores no bairro Jardim Carioca, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio. Dados do município apontam que existem atualmente 14.204 moradias em área de risco geológico-geotécnico. A prefeitura informou que foram gastos R$ 86 milhões em obras de contenção de encosta nos dois últimos anos. 

Desde a noite de segunda-feira (8), foram acionadas 59 sirenes de 36 comunidades de alto risco geológico monitoradas pelo sistema de alertas sonoros da cidade, de acordo com a prefeitura. O sistema, porém, não funcionou no Morro da Babilônia, no Leme, zona sul da cidade, onde um deslizamento levou duas pessoas à morte. O município irá publicar um decreto com o novo protocolo a ser seguido pelos órgãos municipais em situações de emergência provocadas por forte chuva na cidade. 

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