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Pelo menos três aeroportos operam sem combustível



E em outros nove reserva de querosene só é suficiente para manhã desta sexta-feira

Pelo menos três aeroportos administrados pela Infraero estão sem combustível para manutenção das atividades de pousos e decolagens. Os terminais de São José dos Campos, em São Paulo; Ilhéus, na Bahia, e Carajás, no Pará, operam sem ter o abastecimento do querosene de aviação.

Segundo o balanço da Infraero, em nove aeroportos o combustível só é suficiente para assegurar a atividade até o momento. Destes, seis, só operam com querosene suficiente por mais 12 horas. São eles Recife (PE), Uberlândia (SP), Londrina (PR), Goiânia (GO), Maceió (AL) e Palmas (TO).

Nos aeroportos de Navegantes (SC), Vitória (ES) e Juazeiro do Norte (CE) a reserva assegura as operações por até 18 horas. O Aeroporto de Congonhas (SP), que chegou a apresentar situação crítica, na quarta-feira, recebeu 12 caminhões de combustível, o que minimizou a situação de emergência.

Brasília e Natal - Em relação aos aeroportos concedidos, a Inframerica, concessionária que administra o Aeroporto de Brasília, disse que permanece em estado de atenção. A expectativa era que o querosene de avião terminasse por volta das 17h, mas a empresa conseguiu receber um caminhão com 60 mil litros do combustível.

“No entanto, permanecemos em estado de atenção já que apenas um caminhão não supre a demanda”, informou a empresa que, até as 17h, disse que o aeroporto havia recebido 243 operações entre pousos e decolagens. Houve 10 atrasos e apenas um cancelamento.

A Inframerica disse ainda que a greve dos caminhoneiros não chegou a afetar as operações do Aeroporto de Natal, também administrado pela concessionária. 

“As nossas reservas de combustível seguem disponíveis para a manutenção das operações regulares pelos próximos dias”, disse.

Confins - Já em Minas Gerais, a empresa responsável pelo Aeroporto de Confins, BH Airport, disse que acionou um plano de contingência e todos os esforços para assegurar o abastecimento de aeronaves, mas já enfrenta restrições.

“A recomendação é que os passageiros entrem em contato com as companhias aéreas e consultem a situação dos voos antes mesmo do deslocamento até o aeroporto”, informou a concessionária.

Infraero - A  Infraero informou que está monitorando o abastecimento de querosene de aviação por parte dos fornecedores que atuam nos terminais.
Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse que mesmo com a escassez de combustível nos aeroportos, todos os voos que estão em operação seguem abastecidos dentro do estabelecido pelos regulamentos.

“Os regulamentos da Anac estão amparados internacionalmente e regulam o cálculo a ser feito conforme a rota, a reserva mínima a ser observada, além de instruções sobre a operação que podem alterar o cálculo do combustível. Todas as medidas estipuladas nas operações visam a segurança operacional dos voos, que é a prioridade para a Anac”, informou a agência.

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