Assine o fluminense

PGR reafirma apoio à Lava Jato, mas cobra ‘isenção’



Raquel Dodge cobrou que procuradores expressem a independência do MP

 

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, frisou nesta sexta (13) a importância da isenção e da imparcialidade do Ministério Público, assegurada pela Constituição, e reafirmou seu apoio à Operação Lava Jato, mas cobrou que todos os procuradores expressem “nos atos e nas palavras” a independência da instituição.

“A independência do Ministério Público (MP) está assegurada na Constituição e nas leis. Mas precisa ser vivida nos atos e nas palavras de cada membro da instituição, sabendo que o que faz ou deixa de fazer é capaz de refletir sobre todos e todas”. 

Nesta sexta, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu abrir procedimento administrativo disciplinar (PAD) contra o procurador da República Diogo Castor, ex-membro da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, por causa de artigo no site O Antagonista, em que usou o termo “turma do abafa” numa aparente referência à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O processo teve início após o CNMP ser acionado pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli. No texto, o procurador critica a decisão da Segunda Turma do STF de enviar à Justiça Eleitoral casos de caixa dois relacionados à Lava Jato. 

Também nesta sexta, o CNMP negou recurso do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato no Paraná, em que ele buscava reverter a abertura de PAD contra si. Dallagnol é acusado de infração disciplinar por ter criticado, em entrevista à rádio CBN, a atuação de ministros do STF no julgamento que retirou trechos da delação da Odebrecht das mãos do então juiz federal Sergio Moro.  Na entrevista, Dallagnol disse que os ministros do STF mandaram “uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção”. 

 
Faça seu login ou cadastre-se para enviar seus comentários

Comentários

Scroll To Top