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Bruno Serpa Pinto

O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Niterói fala sobre o mercado de imóveis na cidade

Queda de juros de financiamento aquece mercado imobiliário



Depois de bater recorde em 2014, e sofrer os efeitos da crise econômica, o financiamento de imóveis voltou a crescer em 2018 e, apesar de ainda longe dos melhores tempos, acelerou o ritmo agora. Nos primeiros cinco meses de 2019, o volume cresceu quase 40% e ultrapassou R$ 27 bilhões.

Esse dinheiro financiou a compra de 104 mil imóveis no país, 31% a mais do que no mesmo período de 2018. Na avaliação de especialistas e fontes do setor, o otimismo está no ar. Caso haja maior estabilidade macroeconômica, o mercado pode sair do patamar de produção de 600 mil imóveis por ano para mais de 1 milhão por ano em uma década.

Para a superintendente regional da Caixa, Marcele Sardinha, o alívio fiscal proporcionado pela reforma da Previdência cria um ambiente propício para a redução da taxa básica de juros (Selic), o que permitirá a queda das taxas do crédito imobiliário, bem como a diversificação dos instrumentos de financiamento.

“Sempre que o governo implementa esforços para ajustes fiscais há uma forte tendência de impacto na redução da Selic. Nesta semana, o Copom reduziu a taxa em 0,5%, resultando em mínima histórica. Provavelmente haverá redução nas taxas de financiamento com impacto positivo no mercado imobiliário”, observa.

Se antecipando a este fato, a Caixa divulgou nos últimos dias um pacote de redução de taxa de juros em diversas linhas de crédito comercial para pessoas físicas e jurídicas. O banco detém mais de 70% do crédito habitacional e estuda medidas para alavancar financiamentos para a produção de unidades habitacionais e para o mutuário final.

“O aumento da demanda dos clientes por financiamento imobiliário e consórcio nos mostra como o setor já começou a dar sinais de recuperação. A redução de taxa de juros promovida pelas instituições financeiras vai contribuir ainda mais para esse aquecimento. O mercado imobiliário é essencial para o desenvolvimento da economia”, pontuou.

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