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Tecnologia pode revolucionar transplante de coração



Órgão impresso em 3D com tecido humano pode ser a solução contra rejeições

"Já haviam conseguido imprimir em 3D a estrutura de um coração, mas esta é a primeira vez que alguém consegue projetar e imprimir um coração inteiro, repleto de células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras", disse ontem (15) o professor Tal Dvir, que liderou a pesquisa, ressaltando que o coração está completo, vivo e palpitando. 

"Realizamos uma pequena biópsia de tecido adiposo do paciente, removemos todas as células e as separamos do colágeno e de outros biomateriais, as reprogramamos para que fossem células-tronco e, então, as diferenciamos para que sejam células cardíacas e células de vasos sanguíneos", detalhou. 

O protótipo de coração tem cerca de três centímetros, o equivalente ao tamanho do órgão de um coelho ou de uma cereja. 

No momento, as células podem se contrair, mas o coração completo não bombeia. "Ainda é muito básico", disse Dvir. 

Transplante 

De acordo com o pesquisador, é preciso desenvolvê-lo mais, para conseguir um órgão que possa ser transplantado para um ser humano. 

"O próximo passo é amadurecer essas células e ajudá-las para que se comuniquem entre elas, de forma que se contraiam juntas. É preciso ensinar as células a se comportarem adequadamente", explicou. 

"Depois, teremos outro desafio, que é conseguir desenvolver um coração maior, com mais células. Temos que descobrir como criar células suficientes para produzir um coração humano", acrescentou. 

Futuramente, a equipe liderada por Dvir planeja transplantar os corações em pequenos animais, como coelhos e ratos. 

"Talvez, em dez anos, haja impressoras de órgãos nos melhores hospitais do mundo, e esses procedimentos sejam conduzidos rotineiramente", finalizou Dvir. 

  

Fonte: Agência Brasil 

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