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Visão Econômica

especialista da Faculdade de Economia da Faculdade de Economia da UFF falam sobre assuntos variados dentro da área econômica

Perdas na Reforma da Previdência



A Reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro piorará a vida da maioria dos brasileiros. Os idosos mais pobres demorarão mais tempo para receber o Benefício de Prestação Continuada, os valores da pensão por morte e da aposentadoria por invalidez serão menores, os professores só poderão se aposentar aos 60, desde que tenham contribuído por 30 anos, os trabalhadores rurais também só poderão se aposentar aos 60, desde que tenham contribuído por 20 anos.

Além disso, demais trabalhadores homens só poderão se aposentar aos 65 e as trabalhadoras mulheres aos 62 anos de idade. Mas para que a aposentadoria seja integral, tanto homens quanto mulheres terão que ter contribuído para o INSS por no mínimo 40 anos. Ou seja, na prática a Reforma significa que os idosos, especialmente os mais pobres, terão uma velhice pior. É justo que nossos avós paguem esta conta?

O governo defende essas medidas alegando que as despesas com nossos avós não cabem no orçamento. Supondo que este argumento esteja correto, o que é discutível, por que o governo não propõe soluções para aumentar o orçamento? Vários estudos já mostraram que a arrecadação de impostos no Brasil é injusta, pois os pobres pagam relativamente mais impostos do que os ricos. O correto e justo, ao invés da Reforma da Previdência, seria uma Reforma Tributária que mantivesse os direitos dos trabalhadores e dos mais pobres cobrando mais impostos dos mais ricos.

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