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Alerta para mais chuva em Niterói e SG

Além de vários pontos de alagamento, bairros ainda ficaram sem luz

Na Rua César Gonçalves dos Santos, em Itaipu, um grande bolsão de água se formou e impediu o trânsito de pedestres.

Foto: Evelen Gouvêa

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), os municípios de Niterói e São Gonçalo sofrem riscos potenciais de alagamentos. A previsão é que chuvas intensas e rajadas de ventos voltem a castigar a região até o próximo sábado (24). Nesta quinta-feira (22), a região fluminense amanheceu em estado de alerta, em razão do temporal que atingiu o município durante a madrugada. De acordo com a Defesa Civil, em alguns bairros o volume de chuva ultrapassou metade do montante esperado para todo o mês de fevereiro. Na Região Oceânica, zonas Sul e Norte da cidade, diversas ruas sofreram alagamentos e fornecimento de energia também foi interrompido em alguns locais dessas áreas. 

No bairro do Fonseca, os comerciantes da Alameda São Boaventura iniciaram o dia limpando as calçadas e comércios que foram invadidos pelas águas da chuva, na noite anterior. Segundo moradores da região, o canal que corta a via não suportou o volume da água e transbordou. Alguns estabelecimentos sofreram prejuízos com a enchente que atingiu a garagem de um edifício, uma papelaria e um salão de beleza. Na Rua Magnólia Brasil e Travessa Paulo Alberto, a Defesa Civil atendeu duas ocorrências de deslizamento e dois imóveis foram interditados. 

“Por volta das 23h, a chuva começou a apertar e os carros já trafegavam pela via em baixa velocidade. Em menos de uma hora, o bairro já estava completamente alagado e nem os ônibus conseguiam circular pela Alameda. Quando o canal transbordou, a via ficou intransitável e os motoristas foram obrigados a estacionar e esperar o volume da água baixar,” disse o zelador de um prédio, Israel Pereira, 68 anos.

No bairro de Itaipu, na Região Oceânica, algumas vias também sofreram alagamento e até a manhã de ontem ainda havia ruas bloqueadas pelas águas do temporal. Na Rua César Gonçalves dos Santos, uma grande poça foi formada e impediu o trânsito de pedestres. Alguns moradores arriscaram passagem utilizando bicicletas, mas quem estava a pé precisou recorrer a rotas alternativas para chegar em casa.

Na Alameda, a quinta-feira foi dia de limpeza. Assim como em outros pontos da cidade, a esquina das ruas Lopes Trovão e Mem de Sá ficou alagada com a chuva

Foto: Evelen Gouvêa

“Todo verão é a mesma novela. A rua fica alagada e a água demora até dois dias para escoar. Durante esse tempo, os moradores são obrigados a sair de carro para qualquer trajeto, porque a rua fica completamente instransitável. O transtorno é ainda maior para os idosos e mães com crianças de colo que ficam reféns do problema e presos dentro de casa,” lamentou o aposentado Herberto Tavares, 77 anos.

Além dos alagamentos, nos bairros de Icaraí, São Francisco, Ponta D’areia e Barreto os moradores enfrentaram um outro problema. As rajadas de vento e a intensidade das trovoadas interferiram no fornecimento de energia. Na Rua Lemos Cunha, em Icaraí, um transformador explodiu e os moradores ficaram mais de 18 horas sem luz. A Enel informou que o alagamento das ruas dificultou o acesso das equipes. Contudo, a concessionária segue operando nessas regiões para restabelecer o serviço.

Em nota, a Prefeitura de Niterói informou que houve o registro de seis quedas de árvores em Itaipu, Santa Rosa e Icaraí. Até o fim da manhã de ontem, aproximadamente 110 toneladas de resíduos foram recolhidos em todo o município e a cidade segue em estado de alerta.

São Gonçalo – O município de São Gonçalo registrou cerca de 24 milímetros de água de chuva. Alguns bairros como Neves, Jardim Catarina, Guaxindiba, Arsenal, Fazendo dos Mineiros e Mutuaguaçu sofreram com pontos de alagamentos. A Defesa Civil Municipal informou que nenhuma ocorrência foi registrada. 

Rio: sirenes de alerta acionadas em comunidades 

As fortes chuvas que caíram na noite de quarta-feira (21) no Rio de Janeiro voltaram a deixar bairros sem luz e provocaram vários pontos de alagamento. Quedas de árvores também foram registradas. Sirenes de alerta de deslizamento foram acionadas em seis comunidades.

Segundo o Centro de Operações da prefeitura, sirenes foram acionadas nas comunidades da Babilônia, de Chapéu Mangueira, Cabritos e na Ladeira dos Tabajaras (essas quatro em Copacabana), em Santa Marta (em Botafogo) e no Sítio Pai João (no Itanhangá), por volta das 22h30. Até agora, no entanto, a prefeitura não informou se houve deslizamentos e feridos.

Bolsões d’água e alagamentos foram registrados em vias importantes da cidade do Rio de Janeiro, como as avenidas Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa (na Lagoa), Presidente Vargas (no centro), Lagoa-Barra, Ayrton Senna (na Barra) e Brasil, atrapalhando o trânsito.

Foram registradas quedas de árvore em ruas de bairros como Copacabana e da Taquara. O Rio está em estágio de atenção, o nível intermediário na escala de três estágios da Defesa Civil.

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