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Alunas niteroienses nota mil

Enem: Sílvia Fernanda, Julia Paula Célem, Thais Saeger Ruschmann da Costa e Maria Fernanda Brandão estão entre os 55 do Brasil com nota máxima na redação

Maria Fernanda Brandão acredita que a prática semanal foi fundamental para o seu bom desempenho na prova

Fotos de arquivo pessoal

O número de participantes com a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aumentou pela primeira vez desde 2011. Em 2018, ao todo, 55 estudantes obtiveram nota mil. Entre esse seleto grupo estão três estudantes de Niterói: Sílvia Fernanda Nascimento Lima (Curso Quant / La Salle), Julia Paula Célem (Curso PB), Maria Fernanda Zaccur Brandão (Curso Danielle Velasco) e Thais Saeger Ruschmann da Costa (Colégio e curso pH). Na outra ponta, o número de redações nota zero caiu para menos da metade de 2017. 

Em 2011, dos cerca de 4 milhões de participantes do Enem, 3,7 mil tiraram a nota máxima. Desde então, apesar do aumento no número de candidatos, o número de redações nota mil só caiu. Em 2017, apenas 53 dos mais de 4,7 milhões de participantes alcançaram a nota máxima.

Na sua primeira vez ao prestar vestibular, Maria Fernanda (18), que deseja fazer medicina, conta que levou um susto ao verificar sua nota na página do participante, após receber uma mensagem da professora do curso de redação, Danielle Velasco, dizendo que a nota já tinha sido liberada. 

“O principal, que acredito que me ajudou, foi a análise de redações de outros alunos no curso. Uma vez que eu entendia o que e como as pessoas perdiam nas competências, eu prestava atenção para não cometer os mesmos erros”, conta a estudante niteroiense.   

Maria Fernanda reafirma a importância do treino da técnica, que a ajudou na preparação do vestibular, juntamente com a atenção para as atualidades do país e do mundo. 

“Eu fazia de duas a três redações por semana, e isso acabou virando hábito. Cada vez mais fluía. Uma coisa que acho também foi ler minhas redações já corrigidas e entender o porquê de eu ter errado,” afirma Maria Fernanda. 

A aluna conta também a importância que o curso de redação, cuja professora Danielle Velasco é responsável, teve na sua preparação para o vestibular. 

“Bem, basicamente, em redação, eu focava mais no curso. Apesar de na escola eu pegar dicas úteis pra fazer a prova. No curso, sempre que a professora passava um tema, ela fazia uma compilação de notícias e reportagens relacionadas. Danielle sempre disse que o mais importante é ter humildade. Não é pra chegar com a redação e se fechar para as críticas, e sim ouvir pra saber como melhorar,” conta a ex-aluna. 

Já Sílvia Fernanda Nascimento Lima (17) quer estudar letras. ”O meu maior foco para aprimorar meus textos foi a leitura de sociólogos e filósofos que postulam sobre a lógica da sociedade contemporânea”, comenta.

De Macaé, a estudante Julia Paula Célem (19) estudou no curso PB em Niterói. 

Segundo Julia, a rotina dos estudos era intensa para conseguir passar em medicina. E, segundo ela, quando foi verificar sua nota, pensou que o site do INEP estivesse com algum erro.  

"Eu entrava no curso às 8h, normalmente tinha aula pela manhã e ficava estudando por conta própria até as 21h. Eu ficava no próprio curso estudando, porque meu objetivo é passar para a UFRJ de Macaé", comenta Julia. 

Segundo Thais Saeger Ruschmann da Costa (28), essa foi sua primeira tentativa no Enem e ficou surpresa ao descobrira a nota. Ela fez curso preparatório no pH. De acordo com Thais, ela estava confiante de que havia feito uma boa redação, mas não contava com a nota máxima. 

"Com relação à preparação para a redação, eu fazia pelo menos uma por semana. No cursinho, tínhamos aula de redação uma vez por semana. Além de, uma vez por semana, também, tínhamos aula de oficina de produção textual, na qual os professores traziam temas para a discussão", comenta Thais.

Segundo o professor de redação do pH, Thiago Braga, que deu aula para Thais, afirma que a banca do Enem sempre busca valorizar os textos que estão em simetria com o modelo que eles idealizaram como perfeito. E, segundo Thiago, é tão importante aprender os caminhos e as possibilidades da produção textual nessa prova. 
"Nossa aluna provou conhecer essa estrutura ao fazer boas referências culturais interdisciplinares, ao apresentar com precisão a problemática sugerida pela banca, ao argumentar sobre ela e ao propor intervenções viáveis para amenizá-la. Ela, com seu talento e sua competência, seguiu à risca o que propomos em nossas aulas de Redação: calma na interpretação e na leitura do tema; clareza na apresentação de fatos e argumentos; busca por um texto coesivo e conectado entre suas partes e uso de referências," comenta o professor  

De 55 alunos, 3 tiraram nota máxima na redação do Enem em Niterói. Entre estes Julia Paula Célemm de 19 anos, que estudou no curso PB em Niterói.  Natural de Macaé, a estudante se mudou para Niterói em 2017 para cursar o 3º ano do Ensino Médio e continuou para fazer o pré no ano passado.

Segundo ela, a rotina dos estudos era intensa para conseguir passar em medicina  E, segundo ela, quando foi verificar sua nota, pensou que o site do INEP estivesse com algum erro.  "Eu entrava no curso às 8h, normalmente tinha aula pela manhã e ficava estudando por conta própria até as 21h. Eu ficava no próprio curso estudando, porque meu objetivo é passar para a UFRJ de Macaé " comenta Julia. 

Redação – Com o tema “Manutenção do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”, o INEP corrigiu 4.122.423 provas de redação da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorreu nos dias 4 e 11 de novembro de 2018. Duas pessoas a mais tiraram mil na redação do Enem 2018 em relação aos dados do Enem 2017, que tiveram 53 alunos com nota máxima.  

 
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